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Após confirmar que a primeira entrega do Airbus A321XLR vai ocorrer em 2023, a fabricante europeia ressaltou nesta terça-feira (15) que não planeja se concentrar em um novo avião.

A declaração da Airbus foi para despistar os rumores sobre uma versão ainda maior do A321XLR, com novas asas e fuselagem expandida. Deste modo, a Airbus segue a mesma linha de pensamento da Boeing, de manter os atuais aviões narrowbody no mercado até desenvolver um produto completo.

Atualmente a Airbus tem 5654 pedidos ativos para a família A320neo, incluindo quase 1000 encomendas somente para o A321XLR. Com entregas garantidas para os próximos 8 anos, a Airbus não vê necessidade de antecipar o lançamento de mais uma atualização da família A320neo, com asa em material composto e refinamentos aerodinâmicos.

Contudo, fontes da indústria disseram à Reuters que a Airbus mantém estudos de uma atualização, para se necessário, enfrentar qualquer novo avião que rivalize com a Boeing.

A Boeing não sinaliza, após esta crise, que tomará a agressiva decisão colocar um avião totalmente novo em atividade ainda nesta década. Mas após 2030 a fabricante norte-americana planeja disponibilizar um substituto do 737 MAX.

Com foco neste movimentação, a GE apresentou de forma oficial nesta semana o desenvolvimento de um novo motor, utilizando o conceito Propfan misturado com o conceito Open Rotor (Clique Aqui para saber mais sobre isso).

A Airbus disse que está examinando uma possível versão cargueiro do A350, mas o lançamento só acontecerá quando as condições fossem adequadas, de acordo com o diretor comercial, Christian Scherer.

Falando de outro projeto, Scherer ressaltou novamente que é possível a Airbus lançar uma versão alongada do A220-300, se encontrar demanda no mercado. Anteriormente a Air France confirmou que estava negociando com a fabricante europeia uma versão alongada do A220.

Muitas companhias aéreas optaram por trocar o A320neo pelo A220-300, devido a economia de combustível. No entanto, o A220-300 tem tamanho equivalente ao A319neo, uma versão alongada colocaria o A220 em condições de ‘brigar’ diretamente com o A320neo, e até mesmo canibalizar as encomendas do mesmo.

“A demanda pelo jato é forte, incluindo o interesse da China”, disse Scherer.