A Airbus apresentou hoje os seus dados de entregas e encomendas de 2018, após a Boeing realizar o mesmo na última terça-feira.

O resultado da empresa foi animador, com um grande esforço de todos os funcionários a Airbus conseguiu atingir a sua meta de entregas em 2018, que era de 800 aviões.

No total, as entregas de aeronaves comerciais de 2018 compreendem:

  • 20 aviões A220 (contabilizado desde que se tornou parte da família Airbus em julho de 2018);
  • 626 aviões da família A320 (contra 558 em 2017), dos quais 386 eram da família A320neo (contra 181 NEO em 2017);
  • 49 aviões A330 (contra 67 em 2017) incluindo os três primeiros A330neo em 2018;
  • 93 aviões A350 XWB (contra 78 em 2017);
  • 12 aviões A380 (contra 15 em 2017).

Cerca de 93 clientes receberam aviões da Airbus em 2018, no Brasil a Azul e Avianca receberam novos aviões provenientes da fabricante europeia.

A Airbus disse que programa A320 está em vias de atingir uma taxa de produção de 60 aeronaves por mês em meados de 2019. As equipes da Airbus atingiram com sucesso durante 2018 um importante marco industrial para o A350, alcançando a taxa de produção de 10 aeronaves por mês.

Em termos de vendas, a Airbus obteve 747 pedidos líquidos em 2018, em comparação com 1109 pedidos líquidos em 2017. Já a Boeing conseguiu obter 893 pedidos firmes ao longo de 2018, e entregou 806 aviões, liderando por pouco o segmento de aviões comerciais.

No final de 2018, a carteira comercial da Airbus atingiu um novo recorde na indústria e ficou em 7577 aeronaves, incluindo 480 A220, comparado com 7265 no final de 2017.

A Airbus reportará em 14 de fevereiro de 2019 os resultados financeiros do ano de 2018.

 

Atrasos que quase comprometeram o ano da Airbus

Primeiro A320neo de interior executivo foi produzido neste ano em Hamburgo, na Alemanha.

A P&W foi a empresa que mais atrasou a entrega de novos motores em 2018, e a Airbus depende desses motores para alimentar parte da produção do A320neo e também toda a produção do A220.

Além disso, no início do ano a Airbus sofreu um período de adaptação da linha de montagem do A320 em Hamburgo, na Alemanha.

A Boeing também sofreu um atraso na entrega dos motores CFM Leap-1A, que equipam os aviões da família Boeing 737 MAX, mas a fabricante norte-americana disse ter mitigado os atrasos nas entregas já em outubro.

O atraso nas entregas foi mitigado através de um esforço da Airbus para produzir mais aviões fora de Toulouse, em suas linhas no Alabama (EUA), Tianjin (China) e Hamburgo (Alemanha), esta última ficou responsável diversas vezes pela finalização de aeronaves, como testes em voo, pintura e instalação de interiores, liberando espaço em Toulouse para a fabricação de mais aeronaves. Essas linhas de produção também foram complementadas pela adição da linha do A220 em Mirabel, no Canadá, durante 2018.

 

Marcos de 2018

Em 2018 a Airbus voou pela primeira vez com uma versão executiva do A320neo, o ACJ320neo. Uma aeronave capaz de voar por até 12000 quilômetros sem escalas.

Além disso a fabricante certificou e entregou o primeiro A330-900neo, que foi para a frota da TAP, a companhia de estreia do avião e que encomendou mais de 20 aviões deste modelo.

Ainda no programa A330neo, a Airbus realizou o primeiro voo do A330-800neo e deu início ao programa de certificação do avião, após garantir um interesse de compra para a aeronave que estava sem encomendas.

O A321neo de Longo Alcance (LR) também foi certificado e entregue ao primeiro cliente.

Você pode ver uma galeria com essas aeronaves acima, na mesma ordem listada nessa postagem.

O fato mais marcante da Airbus em 2018 foi a transferência do capital do programa CSeries para a sua carteira de pedidos e entregas. A fabricante finalizou um acordo milionário com a Bombardier, onde garantiu 50,01% de participação no programa CSeries.

Na época a Airbus apresentou o avião já com o visual de marketing modificando, incluindo a pintura. A denominação CSeries passou a ser A220 e a Airbus começou os seus planos para produzir o novo avião regional nos Estados Unidos.