Embraer Aviões China

Em uma entrevista recente, o CEO da Embraer, Arjan Meijer disse que a fabricante brasileira vê com bons olhos um potencial mercado na China. Apesar da concorrência com a fabricante local, COMAC, a Embraer vai tentar ganhar a confiança das companhias aéreas chinesas.

Nos últimos anos, a Embraer conseguiu pouca participação no mercado chinês, e com o novo jato ARJ21 dificultou ainda mais. A fabricante brasileira realizou uma pesquisa, o resultado aponta que a China precisará de 730 novas aeronaves com capacidade para até 150 passageiros em 10 anos. 

Além do ARJ21, ainda há outro atenuante para a Embraer se preocupar, o COMAC C919 que está próximo de conseguir sua certificação. O CEO da Embraer acredita que a família E2 será atrativa para um mercado entre os dois aviões.

“Com as ambições da China de se expandir para as cidades regionais e países asiáticos vizinhos, acreditamos que dar às companhias aéreas chinesas acesso ao E2 oferece grandes oportunidades.” Disse Arjan Meijer. 

A Embraer manteve um escritório em Pequim, capital da China, desde o inicio dos anos 2000. Logo após a empresa realizar um tour de demonstração de seu ERJ145 para as companhias aéreas e o governo da China. 

Com isso a Embraer manteve uma fábrica em Heilongjiang, fruto de uma parceria com a AVIC (Aviation Industry Corporation of China). Apesar do investimento, apenas 40 aviões ERJ145 foram fabricados em 7 anos, o que fez com que em 2016 a divisão fosse fechada definitivamente. 

Como parte também do incentivo a aviação chinesa, as companhias aéreas tem preferência pelos jatos chineses. Apesar de aviões como o Embraer 190 estar bem posicionado no mercado chinês, aviões com menor capacidade tem a preferência da oferta interna de jatos regionais.

Das grandes companhias chineses, a China Southern operou tanto o ERJ145 como o E190. Já a China Earsten operou apenas a versão ERJ145, com jatos chineses a Air China, a China Southern, Chengdu Airlines, China Express estão entre as principais operadoras do ARJ21.  

A empresa brasileira divulgou os resultados referentes ao ano de 2020, com uma melhora no 4º trimestre do ano porém com prejuízo de R$ 2,3 bilhões.