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Após troca de governo, Argentina volta a negociar compra de caças F-16 usados

Argentina e Dinamarca negociam até 38 caças F-16 Fighting Falcon. Foto: Slaunger via Wikimedia.
Argentina e Dinamarca negociam até 38 caças F-16 Fighting Falcon. Foto: Slaunger via Wikimedia.

O Ministério da Defesa da Argentina retomou as negociações com a Dinamarca para a compra de um lote de caças F-16 Fighting Falcon usados. As conversas estavam em pausa para a troca de governo, agora liderado pelo presidente recém-eleito Javier Milei. 

Fontes próximas da pasta do ministro recém nomeado Luis Petri confirmaram ao portal argentino Zona Militar o avanço nas negociações entre os dois países. A venda dos caças já foi aprovada pelos Estados Unidos como forma de combater o avanço da China na América do Sul. O mesmo serve para a luz verde para os P-3 Orion ex-Noruega recém adquiridos pela Argentina. 

Com o alinhamento de Milei com Washington a balança do novo caça argentino tende mais para o lado dos F-16 usados do que para o sino-paquistanês JF-17 Thunder novos de fábrica, modelo que já chegou a ser visto como favorito na disputa, uma vez que a última administração era mais alinhada com o Oriente.

Caça F-16 da Força Aérea Real da Dinamarca sobrevoando o Iraque em outubro de 2016. Foto: USAF.

Caça F-16 da Força Aérea Real da Dinamarca sobrevoando o Iraque em outubro de 2016. Foto: USAF.

A Força Aérea Argentina (FAA) também avaliou o HAL Tejas indiano, mas a aeronave precisaria passar por modificações por ter componentes fabricados no Reino Unido.

Como observa o portal argentino, por ter apenas 10 dias de atuação, o novo governo de Milei deve levar algum tempo para avaliar as opções, especialmente no que diz respeito ao financiamento considerando a crise vivida pelo país, com altos índices de inflação. 

A proposta dos EUA, avaliada em US$ 338 milhões, contempla 38 caças F-16 (seis da versão Block 10 e 32 da versão Block 15), junto de um pacote de suporte logístico, armamentos, equipamentos e documentação técnica/de manutenção, todos sob posse da Força Aérea Real da Dinamarca. 

Se a Argentina seguir em frente com o F-16, deverá investir também na reforma de sua infraestrutura para operar e manter os ‘novos’ vetores. O país também se tornaria o terceiro usuário sul-americano do jato norte-americano, seguindo Chile e Venezuela. 

A-4 Argentina

A-4AR Fightinghawk da Força Aérea Argentina. Foto: Rob Schleiffert (CC BY-SA 2.0).

A Força Aérea Argentina tenta comprar caças novos há anos, especialmente após a baixa dos Dassault Mirage III e variantes em 2015. Desde então, o principal vetor de defesa aérea do país é o A-4AR Fightinghawk e apenas um punhado desde jatos está disponível.

O país ainda chegou a selecionar o caça leve KAI FA-50 sul-coreano, mas a compra esbarrou em um velho e constante problema: o embargo do Reino Unido, que proíbe a exportação de produtos de defesa de origem britânica aos argentinos, consequência da Guerra das Falklands/Malvinas de 1982.

 

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Estudante de Jornalismo na UFRGS, spotter e entusiasta de aviação militar.