Azul Linhas Aèreas Embraer 195-E2

A ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) realizou recentemente uma alteração nas regras de distribuição de slots, afetando especificamente as operações no movimentado Aeroporto de Congonhas.

Além de separar 8 slots para operações de pousos e decolagens da Aviação Geral em Congonhas, a nova regulamentação também alterou a participação máxima de slots que cada companhia pode obter, aumentando de 40% para 45% este valor, além de alterar também os critérios de distribuição para novas entrantes, possibilitando que praticamente todos os slots remanescentes sejam repassados para empresas com pouca participação.

Com base nessas alterações o BTG divulgou uma análise, onde aponta que a Azul tem chance de ampliar sua participação de voos em Congonhas para 15%, ante 7% atualmente.

Isso se deve ao crescimento da quantidade de slots da companhia, que com uma nova distribuição em 2023 deve crescer dos atuais 41 para 80. Com isso, a Azul poderá ampliar os seus voos no 2º aeroporto mais movimentado do Brasil, seja atendendo novos destinos ou ampliando a oferta nos mercados que já atende.

Os 80 slots possibilitam que a Azul realize 80 voos por dia em Congonhas, equivalente a 80 pousos ou decolagens no local ou 40 frequências, em caso de voos de ida-e-volta.

Azul
Aeronave da Azul sendo rebocada no Aeroporto de Congonhas.

O BTG também descreve que modernizações no local e o crescimento da capacidade aeroportuária pode disponibilizar até 70 novos slots diários de operação em Congonhas, sendo boa parte destes disponibilizados para a Aviação Geral.

A ANAC limita a distribuição de slots em Congonhas, de acordo com as novas regras, para companhias aéreas que já operem voos há pelo menos três anos, e tenha mais de quatro aeronaves na frota. Isso evita o efeito Itapemirim, ocorrido no ano passado com slots da Avianca. São consideradas “novas entrantes” aquelas companhias com menos de 18 slots em Congonhas.