Air Force One Boeing 747
Arte do novo Air Force One- Foto: Boeing

Alguns meses antes de deixar seu cargo de presidente dos Estados Unidos, Donald Trump confirmou uma nova pintura para os dois aviões que serviriam como Air Force One. As cores eram inspiradas na bandeira norte-americana, e bem diferentes dos atuais 747-200 que realizam o mesmo tipo de serviço.

Atualmente dois Boeing 747-8 estão sendo totalmente modificados para serem empregados como aeronaves presidenciais dos EUA. Os novos aviões irão substituir os dois Boeing 747-200 que estão na missão VIP do governo desde os anos 90.

E de acordo com o site Politico, o atual presidente dos EUA, Joe Biden, decidiu não seguir com a mudança de pintura, citando os “altos custos do projeto como motivação para evitar a mudança”. Curiosamente, os dois aviões deverão receber pinturas, e terão o mesmo custo de modificação das cores.

Air Force One: Uma fortaleza voadora VIP

A decisão de Biden é baseada em um estudo da Força Aérea dos EUA, apontando que pinturas mais escuras contribuem para temperaturas excessivas na aeronave, apesar de somente a barriga do novo Air Force One ser pintada de azul escuro.

“Análises posteriores concluíram que cores mais escuras, entre outros fatores, na parte inferior da aeronave VC-25B podem contribuir para temperaturas que excedem os limites atuais de qualificação de um pequeno número de componentes”, disse Ann Stefanek, porta-voz da Força Aérea dos EUA para o Politico.

Air Force One
Atual Air Force One sobre a New York- Foto Departamento de Estado

Os novos Air Forces One, são dois Boeings 747-8 que eram da falida empresa russa Transaero. As aeronaves estão passando por uma modificação completa para atender as demandas de segurança para transportar o presidente dos EUA.

A decisão por aviões já fabricados foi realizada pelo presidente Donald Trump, que economizou US$ 1 bilhão aos cofres públicos dos EUA.

O atraso total do projeto já soma 17 meses, com o novo acréscimo de 5 meses informado pelo portal Breaking Defense, de acordo com fontes do setor. O cronograma inicial no fechamento do contrato com a USAF apontava a entrega simultânea das duas aeronaves em 2024.

Em julho de 2018 a Boeing foi contratada por US$ 3,9 bilhões para fabricar dois 747-8 para serem usados como o novo avião presidencial dos EUA. No contrato a Força Aérea exige que exige que a empresa, e não o governo, pague por qualquer estouro de custo de construção da aeronave, bem como atrasos.