F-15 JSI Japão
Projeção do F-15 JSI

A Boeing recebeu um contrato de US$ 471,3 do Departamento de Defesa dos EUA para desenvolver uma suíte de sistemas integrados para o F-15 JSI (Japan Super Interceptor). 

Segundo o comunicado do Pentágono, publicado na quinta-feira (30), “a ação do contrato prevê o projeto e desenvolvimento de um conjunto integrado de sistemas de aeronaves para apoiar a modificação da aeronave F-15MJ da Força Aérea de Autodefesa do Japão e o desenvolvimento, teste e entrega de quatro instrutores de sistemas de armas.” 

Os trabalhados serão supervisionados pelo Centro de Gerenciamento do Ciclo de Vida da USAF, com previsão de término para 31 de dezembro de 2028. O contrato possui um valor total de US$ 471,313,000.

No âmbito do projeto, a Boeing atuará como principal contratada, prestando suporte à Mitsubishi Heavy Industries (MHI), que vai conduzir os trabalhos de upgrade no Japão pelos próximos anos. 

Caças F-15DJ da JASDF.

O Programa JSI prevê a extensa modernização de 70 caças F-15 da JASDF. Anteriormente, esperava-se modernizar 98 unidades, o que foi descartado por necessidade de redução de custos. O plana para integrar os mísseis antinavio AGM-158C LRASM também foi cortado pelo mesmo motivo.   

Os caças, fabricados sob licença no Japão pela MHI, receberão a suíte de guerra eletrônica EPAWSS, o radar AESA AN/APG-81(v)1 e o computador de missão Advanced Display Core Processor II (ADCP II), encontrado no F-15EX Eagle II. 

Atualmente, a JASDF possui uma frota de 200 caças F-15J/DJ Eagle. Os bimotores formam a espinha dorsal da aviação de caça japonesa, atuando ao lado dos F-2A/B Viper Zero e os furtivos F-35A/B Lightning II.

F-15 J JASDF
Decolagem de F-15J da JASDF.

A modernização dos F-15 da JASDF também visa responder a presença de aeronaves russas e chinesas na região. A ameaça também cresce à medida que Pequim aumenta sua frota de caças stealth Chengdu J-20.

Em outubro, Tóquio revelou que a JASDF foi acionada 390 vezes para interceptar aeronaves diversas. Das 390 interceptações, ocorridas na primeira metade do ano fiscal 2021 (entre abril e setembro), 72% (281) foram causadas por aeronaves chinesas. Já aeronaves russas representam 26% do total (102 interceptações). 

DEIXE UMA RESPOSTA