C-130J Super Hércules da ROKAF. Foto: Republic of Korea Armed Forces via Facebook.

A Korea Aerospace Industries (KAI), fabricante de aeronaves da Coreia do Sul, afirmou no domingo (04) que planeja desenvolver seu próprio avião de transporte multimissão para as forças armadas do país. 

Segundo a Yonhap News Agency, se desenvolvido, o avião realizaria diversas missões como patrulha marítima e reconhecimento, já que compartilharia a mesma plataforma de uma aeronave de porte médio. 

Ryu Kwang-su, vice-presidente executivo da KAI, disse em coletiva que a fabricante chegou a um consenso com a Administração do Programa de Aquisição de Defesa sobre a necessidade de desenvolver aeronaves de transporte multimissão para atender à demanda doméstica por aviões desse tipo. 

“Atualmente, existem 30 aviões polivalentes e 70 aviões de transporte operados pelo Exército, Marinha e Força Aérea. Nosso objetivo é substituir as aeronaves importadas por outras desenvolvidas internamente e avançar para o mercado externo com nossos próprios aviões a longo prazo.”

Atualmente a Força Aérea da República da Coreia possui aviões C-130, CN-235 e A330 MRTT em sua frota.

CN-235 da ROKAF. Foto: Jerry Gunner via Wikimedia.

A fabricante que deve apresentar seu primeiro caça de quinta geração nesse mês também busca oportunidades de negócios nas áreas de mobilidade aérea urbana, veículos aéreos pessoais para fins civis e militares e aeronaves eletrificadas, disse o executivo.

A KAI ainda vai decidir o tipo de motor para uma aeronave elétrica, e tem como objetivo desenvolver um protótipo de avião elétrico até 2029. Ryu também diz que a companhia poderá fazer parceria com “uma empresa local” no futuro negócio de mobilidade. 

Além desses projetos, a fabricante sul-coreana trabalha no esforço de exportação do jato de treinamento avançado e ataque leve T-50 e do helicóptero utilitário KUH-1 Surion, com foco em países emergentes. 

A KAI também fabricava partes de asas e fuselagens para aviões de passageiros da Boeing e Airbus, cenário que mudou drasticamente com a pandemia de COVID-19, projetando que as duas fabricantes farão novos pedidos a partir do segundo semestre 2022, à medida que mais doses da vacina COVID-19 serão administradas em todo o mundo.

Quanto às despesas de capital, a empresa disse que vai gastar US$ 1,9 bilhão em instalações, atividades de pesquisa e desenvolvimento e investimentos em empresas com tecnologias avançadas por cinco anos até 2025.

Jato de treino avançado e combate KAI FA-50. Foto: Autor desconhecido.