Mirage 2000-5 França ucrânia estônia
Caças Mirage 2000-5F da Força Aeroespacial Francesa sobrevoando a Estônia. Foto: Força Aérea Estoniana.

Por conta da guerra entre Ucrânia a Rússia, a França enviou quatro caças Mirage 2000-5F para a base aérea de Ämari, na Estônia. Caças Rafale do porta-aviões Charles de Gaulle também tem patrulhado o Leste Europeu ao lado dos outros caças da OTAN.

A situação tensa no flanco leste da Aliança militar liderada pelos EUA fez com que um grande número de aeronaves de combate fossem desdobradas na região. Os jatos da Força Aeroespacial Francesa chegaram em Ämari no domingo (13). 

Os Mirage 2000 estão substituindo os F-16 do Componente Aéreo Belga, que estavam na base desde dezembro. A implantação francesa foi adiantada em 15 dias e a previsão é de que os caças sigam operando na Estônia até o dia 01 de agosto. 

A partir da base estoniana – de onde também operam caças F-35 dos EUA e Inglaterra – os Mirage 2000-5 estarão participando da missão de Policiamento Aéreo Aprimorado (EAP) da OTAN.

Além da Força Aeroespacial, a Marinha Francesa também participa da operação. Caças Rafale M e aviões de alerta antecipado E-2C Hawkeye decolam do porta-aviões nuclear Charles de Gaulle para patrulhar a porção leste do Velho Continente. Os caças franceses estão realizando patrulhas nos céus da Romênia e Bulgária.

A participação da Marinha Francesa faz parte da sua atual implantação no Mar Mediterrâneo, chamada de CLEMENCEAU 22. O Charles de Gaulle e seu grupo de ataque (CSG) zarparam em 01 de fevereiro e devem retornar ao país em abril. 

Rafale Hawkeye França porta-aviões ucrânia
Aeronaves Rafale M e E-2 Hawkeye operando no porta-aviões Charles de Gaulle. Foto: OTAN/Divulgação.

Segundo o Comando Aéreo da OTAN, todo o CSG foi recentemente reencaminhado para apoiar ainda mais os membros da Aliança, em face ao atual ambiente dinâmico nas fronteiras orientais da organização. 

O CSG francês está implantado em um ambiente estratégico complexo, cujas contribuições do poder aéreo são importantes para melhorar a postura defensiva da Aliança. O CSG integrou-se a vários navios aliados durante sua implantação, como o porta-aviões USS Harry S. Truman da Marinha dos EUA

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O principal objetivo dessas integrações é manter e aprimorar a interoperabilidade e a coesão coletiva com os Aliados da OTAN e seus ativos.