Embraer
Imagem: Divulgação Embraer

A Embraer lançou novas informações sobre seu projeto de avião turboélice, que planeja disponibilizar no final desta década, em uma reunião com jornalistas nesta semana.

De acordo com o presidente-executivo da Embraer, Francisco Gomes, a nova meta da empresa é lançar o projeto, se possível, em 2023. A perspectiva anterior apontava para uma possível estreia em 2022, mas o desenvolvimento de conceitos continuará por mais alguns meses.

“Esperamos que, no início do próximo ano, possamos anunciar uma decisão sobre o desenvolvimento do turboélice. Acreditamos que estaremos prontos no primeiro trimestre de 2023″, declarou Gomes Neto, em coletiva de imprensa.

Francisco Gomes também ressaltou a importância da versão de 70 assentos do turboélice, que pode substituir nos Estados Unidos uma grande quantidade de aviões ERJ que já estão se aproximando dos 30 anos de uso. Os pequenos jatos transportam cerca de 50 passageiros, e uma versão de duas classes do futuro turboélice pode ter a mesma capacidade.

“Esperamos que no próximo ano possamos obter luz verde em uma dessas aeronaves”, declarou o vice-presidente sênior de engenharia, tecnologia e estratégia corporativa da Embraer, Luis Carlos Affonso, sem citar qual versão é a preferida do mercado.

 

Escolha de motores pensando no futuro

Embraer Turboélice
Imagem: Divulgação Embraer

Carlos Affonso também ressaltou novamente que o posicionamento dos motores na traseira do avião, ao contrário das primeiras projeções, é pensando em um futuro sistema de propulsão a hidrogênio, instalado na parte traseira da fuselagem. 

“Nossa visão é que há uma janela de oportunidade para um motor convencional nesta classe de potência que poderia… talvez depois de 15 anos, evoluir para um motor que usaria novas tecnologias”, disse Affonso.

O executivo disse ainda que o novo motor com “arquitetura propfan”, ou de turbopropulsores com “caixas de redução” por exemplo, poderão melhorar a eficiência operacional da aeronave e consequentemente reduzindo seus custos operacionais.

Anteriormente Rodrigo Silva e Souza, da Embraer, confirmou que a Embraer quer um avião 100% compatível com biocombustível, e até 2040 funcionar com hidrogênio, combustível proposto pela Airbus em seus projetos.

A escolha pelo hidrogênio foi antes mesmo da ATR, que será concorrente da Embraer, apresentar o EVO, nova geração similar ao produto que oferece atualmente, já compatível com biocombustível e adaptações para propulsão com hidrogênio.

Francisco Gomes Neto, da Embraer, pontuou que o movimento da ATR dá credibilidade ao argumento de que o mercado de turboélices está repleto de oportunidades.

De acordo com a empresa, há uma demanda para pelo menos 1080 turboélices em todo o mundo nos próximos 20 anos. 

 

Com informações de FlightGlobal.