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EVTOL da Embraer está entre os mais requisitados do mercado

Embraer Eve
Foto: Embraer

A Embraer está enxergando novos horizontes a partir de uma nova tecnologia: A eletrificação das aeronaves.

Para isso a fabricante brasileira fundou em outubro de 2020 a Eve, que foi basicamente uma separação dessa parte da EmbraerX da unidade principal. A startup permitiu parcerias no mercado, como a realizada com a Zanite, e um aporte de até R$ 2 bilhões na nova subsidiária.

O foco é criar uma aeronave que consiga voar semelhante a um helicóptero, os chamados UAM (Urban Air Mobility), que opera com base na propulsão elétrica. Várias empresas também postam neste setor, porém, a Embraer está na liderança principalmente após meses acumulando grandes acordos com várias empresas do setor.

E recentemente a Eve iniciou o processo de certificação do seu eVTOL junto à ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil). Todo o desenvolvimento está acontecendo a partir do Aeroporto de Gavião Peixoto, e deve perdurar por vários meses, devido às tecnologias disruptivas.

Eve Embraer Protótipo

Protótipo em testes durante o primeiro semestre de 2021.

Esse passo junto à ANAC é um marco para a Eve, que já está no processo de certificação do seu eVTOL, antes de outras empresas concorrentes.

Paralelamente a Embraer estuda uma outra questão muito importante: O gerenciamento de tráfego aéreo de maneira autônoma, sem auxílio de pilotos ou controladores.

A Atech, subsidiária da Embraer, já está trabalhando nesta questão, e em novembro testes foram realizados no Rio de Janeiro, em parceria com a Flapper e Helisul, para englobar dados. Outros acordos com empresas diferentes em todo o mundo vão alimentar o banco de dados para construir uma rede de gerenciamento dos eVTOLs.

Enquanto isso, uma outra equipe se concentra em criar uma aeronave de baixo ruído e zero emissões de carbono. Parcerias com a EDP Brasil e a WEG foram criaram para aprimorar os motores e baterias da aeronave.

 

Encomendas recentes e totais

eVTOL da brasileira tem interesse de compra até mesmo por empresas dos Estados Unidos.

Na última semana a Eve assinou mais 90 intenções de encomendas para seu eVTOL durante o Singapore Airshow, com duas empresas australianas.

Nos últimos meses o UAM da Embraer/Eve já estava chamando a atenção das empresas, que encomendaram massivamente os eVTOLs.

Em menos de um ano a Embraer/Eve saltou de 200 compromissos para o eVTOL para 1735 compromissos ou intenções de compra, de acordo com informações compartilhadas pela Embraer com o Portal AEROFLAP.

Esse é um potencial muito significativo para uma pequena aeronave. No futuro, com um portfólio maior e opções cargueiras, a Embraer pode ganhar ainda mais mercado.

Todas essas encomendas, se firmadas, acrescentarão aproximadamente US$ 5,2 bilhões ao caixa da Eve. Atender a esse mercado de pequenos eVTOLs elétricos, somente o ponta-pé da tecnologia de aeronaves sem emissão de carbono, equivale a vender cerca de 75 aviões da linha E-Jet E2.

Entre tantas empresas nesse setor, a Embraer espera que a Eve tenha 15% de participação no ramo de eVTOL no futuro. O mercado como um todo deve girar até 31 bilhões de dólares até 2031.

 

Performance esperada do eVTOL

Como ainda é um projeto em desenvolvimento não podemos afirmar sobre a performance esperada de um eVTOL. O único dado é a capacidade inicial para 4 passageiros no início das operações, em 2026.

A velocidade máxima de maioria dos concorrentes está entre 160 km/h a 250 km/h, com a autonomia variando entre 80 a 200 km em voo contínuo. A Eve espera que o eVTOL possa voar a 180 km/h enquanto transporta passageiros a bordo, contudo, a autonomia ainda está em desenvolvimento e depende das baterias.

Dimensões esperadas para o eVTOL da Embraer/Eve.

A altitude de voo de maioria dos eVTOLs que estão sendo desenvolvidos variam entre 400 a 800 metros acima do solo, suficiente para sobrevoar a maioria dos prédios.

Ressaltamos que o desenvolvimento do projeto, até 2026, pode alterar a quantidade de motores, hélices e as baterias que compõem o eVTOL. Por agora os engenheiros trabalham com 10 motores no total, sendo 8 para manter a capacidade de voar verticalmente e sem asas.

 

É o futuro de voar e da Embraer?

Em fevereiro de 2021 conversamos com Paul Malick, CEO da Flapper, parceira da Embraer para desenvolver o eVTOL da Eve. Paul explicou que o custo bastante reduzido para manter esses aviões voando é a grande aposta para a rápida eletrificação da aviação de pequeno porte.

No vídeo abaixo Paul Malicki explica que o custo pode diminuir até 50%, em comparação com os aviões atuais a combustão.

Além disso, e assim como nos carros, o custo de manutenção é reduzido pela menor quantidade de peças no Grupo Moto Propulsor.

Ainda inacessível para boa parte das pessoas, o voo deslocamento por helicóptero pode ser popularizado ao retirar o pesado custo com combustível e manutenção existente atualmente.

A Airbus e Boeing, por exemplo, apostam neste mercado com conceitos próprios que estão em desenvolvimento atualmente. A Airbus tem o CityAirbus, apresentado em meados de 2016, já a Boeing está desenvolvendo um conceito bem diferente da Embraer, com asas e dezenas de pequenos motores elétricos.

https://www.facebook.com/watch/?v=462261997790389

Outras empresas menores e literalmente startups também apostam no conceito e já assinaram algumas centenas de compromissos de compra, diferente da Airbus e Boeing.

Na parte de receita a Embraer espera que a Eve tenha um lucro de 25% sobre seu faturamento anual. A receita será composta em maior parte pela venda de aeronaves (55%), seguida pelos serviços (26%) e operação dos aviões (18%).

A Embraer terá 82% do negócio, considerando o período após a entrada da Zanite como sócia e com a abertura de capital em 2022, logo, o lucro da fabricante pode ser grande com o setor de aeronaves elétricas.

 

Com dados de EPBR.

 

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