Gripen Suécia
JAS-39C Gripen da Suécia.

A Finlândia e a Suécia estão a poucas horas de entregar um pedido oficial de adesão à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN, ou NATO, em inglês). O anúncio oficial dos países será realizado nesta quarta-feira (18/05) conjuntamente.

Ambos os pedidos serão enviados para análise dos países membros da OTAN em Bruxelas, na Bélgica, onde uma votação deverá ser realizadas. O processo precisa de aprovação unanime dos países-membros da aliança militar.

A primeira-ministra da Suécia, Magdalena Andersson, e o presidente finlandês, Sauli Niinistö, também marcaram uma reunião em Washington com Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, nesta próxima quinta-feira (19), logo após o anúncio oficial dos países.

Foto: OTAN

Nas últimas semanas pesquisas de opinião da Suécia e Finlândia demonstram um aumento do apoio popular para a entrada dos países na Otan, em alguns casos acima de 60% do público entrevistado. A recente invasão da Rússia na Ucrânia é o principal motivo do maior apelo popular. A Finlândia, por exemplo, aprovou nesta terça-feira (17) em parlamento a entrada do país na OTAN, com poucos votos contra.

“A avaliação do governo é que a adesão à OTAN é a melhor maneira de proteger a segurança da Suécia à luz do ambiente de segurança fundamentalmente alterado após a invasão da Ucrânia pela Rússia”, acrescentou a primeira-ministra Magdalena Andersson, nesta última segunda-feira (16).

 

Próximos processos

A entrada de países para a OTAN é totalmente livre, contudo, depende da aprovação de membros, como explicamos acima. Devido às análises de requisitos e votações, todo o procedimento pode durar até 12 meses.

Atualmente, a OTAN conta com 30 países, a maioria dos países membros estão localizados no continente europeu, algo que não agrada Vladimir Putin, inclusive a entrada das duas nações nórdicas à aliança.

OTAN Finlândia
Caças F/A-18C Hornet da Finlândia com um KC-135 Stratotanker da USAF. Foto: Força Aérea Finlandesa.

Caso a Suécia e a Finlândia façam parte da OTAN, o Mar Báltico será visto como um território inimigo para a Rússia, dificultando as operações dos seus portos que se localizam nas proximidades da região. 

Por este motivo, de retaliação da Rússia, a Turquia disse na semana passada que “não vê com bons olhos a adesão da Finlândia e Suécia na aliança”. O país pode decidir barrar o acordo de entrada dessas nações na OTAN em uma reunião da cúpula. O posicionamento foi reforçado nesta segunda-feira (16) pelo presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan.

“A Suécia deseja trabalhar com a Turquia na OTAN, e esta cooperação pode ser um elemento da nossa relação bilateral”, disse nesta terça-feira Magdalena Andersson, primeira-ministra da Suécia.

Para a Turquia aprovar a entrada, provavelmente uma série de movimentações militares deverá ser realizada. A primeira é a liberação da venda de caças F-35 aos turcos, e convencer a Finlândia e Suécia de liberar a importação de armas ao país.