Azul Linhas Aèreas Embraer 195-E2

A nova geração da jatos da Embraer, a família E2 está em operação com força na Azul Linhas Aéreas que por sinal foi a primeira companhia aérea no mundo a voar com o E195-E2. Recentemente a empresa colocou em operação no Aeroporto de Congonhas com frequências para Fernando de Noronha e Belo Horizonte.

No dia 10 de fevereiro, tivemos a oportunidade de realizar um voo com o novo avião, porém o seu tamanho e suas características foram necessárias algumas regras para viabilizar a operação no terminal aéreo central de São Paulo.

 

Check-in e embarque

O voo original se iniciou no Aeroporto Santos Dumont no Rio, este redator realizou o voo de Ponte Aérea até o Aeroporto de Congonhas no começo da tarde para realizar conexão para o voo até Confins no Embraer E2 no voo AD 4454.

O Check-in foi realizado um dia antes através do aplicativo da Azul sem qualquer problema, e todos os cartões de embarque são gerados na tela do celular com um QR Code. Para quem deseja praticidade, realizar o Check-in online de onde estiver facilita bastante. 

Importante ressaltar que tanto o Aeroporto Santos Dumont como Congonhas já possuem leitores de QR Code independentes para validar o acesso do passageiro ao embarque. O procedimento é rápido e pode ser realizado tanto com o tradicional cartão de embarque impresso ou pelo celular.

O embarque foi realizado pelo portão 22 de Congonhas, os portões de 20 à 26 na parte inferior dão acesso aos ônibus em embarques realizados pelas posições remotas. O embarque foi realizado rapidamente apesar de um pouco tumultuado, não por parte dos funcionários da empresa mas sim pelo espaço que é pequeno.

O horário da nossa partida estava prevista para às 19h10, justamente no horário de pico do Aeroporto. Ao nosso lado estavam embarcando outros três voos, da VoePass e da GOL.

O embarque da Azul é feito por seções, iniciando pela prioridade por lei e pelos clientes com maior fidelidade da empresa em seu programada de milhagem e cartões. Em seguida as seções 1 e 2 e assim por diante, a nossa seção era a 3.

Como já havia muitos passageiros dentro do ônibus, fomos no segundo e a chuva já estava caindo pelo terminal de forma moderada. Rapidamente o ônibus da Infraero nos levou até a primeira posição daquele pátio onde estava nossa aeronave.

 

A aeronave

Azul Embraer E195-E2 PS-AEB
Foto: Gabriel Melo/Aeroflap

Bem importante ressaltar, este redator quase voou pela sétima vez no Embraer 195-E2 de matrícula PR-PJN, este é considerado perseguidor de nossa equipe. Neste dia (10/02), devido a um reposicionamento da malha, o PR-PJN foi substituído pelo PS-AEB que havia cumprido a viagem para Fernando de Noronha.

O Embraer 195-E2 PS-AEB foi entregue à Azul em novembro de 2019 quase junto ao seu irmão PS-AEA. Uma curiosidade dessa aeronave que foi a terceira do tipo entregue para a empresa e o primeiro a receber a pintura padrão da Azul, os dois primeiros tem esquemas especiais.

A aeronave estava bem cuidada e dessa vez não foi colocada a música MPB que a Azul costuma colocar nesse tipo de aeronave durante o embarque. O PS-AEB recebeu alguns adesivos em referência à internet Wi-Fi que já estava devidamente funcional. 

A aeronave é equipada com dois motores Pratt & Whitney, os quais possuem os famosos sons de baleia.

 

O voo

Devidamente acomodado no assento 4A no Espaço Azul, os assentos escolhidos para o novo avião são mais finos e possuem encosto de cabeça ajustável. Em termos de conforto, os assentos da primeira geração dos jatos Embraer da Azul são mais confortáveis.

Com capacidade para 136 passageiros, o nosso voo AD 4454 para Confins estava com incríveis 134 passageiros embarcados. Tivemos um pouco de atraso devido há alguns passageiros que chegaram depois, já naquele momento desesperador da ‘última chamada para embarque’.

O sistema de entretenimento com telas maiores e com toques na tela para interagir, estava com catalogo de filmes bem variado e com boa variedade também em séries. A internet estava com uma boa velocidade e precisa de um cadastro rápido para conseguir acessar, porém é totalmente gratuito. O E2 ainda não possui o sistema de TV Ao vivo da SKY.

O pushback foi realizado às 19h20, com cerca de 10 minutos de atraso que foram compensados em voo. A trilha sonora das baleias nos motores PW do avião, seguimos para a cabeceira 17R.

O tempo em Congonhas era de pouca chuva naquele momento porém com bastante nuvens sobre a cidade. A decolagem aconteceu quase que de imediato às 19h27, rapidamente (e silenciosamente) o PS-AEB ganhou altitude balançou um pouco para dar aquela emoção e seguiu rumo à Belo Horizonte.

Curvamos à esquerda já em 15 mil pés de altitude e em menos de 10 minutos já estávamos passando por 30 mil pés. Em boa parte do Brasil o clima é de chuva e bastante nuvens, tivemos algumas formações na rota e os pilotos precisaram realizar alguns desvios. 

Nossa altitude de cruzeiro foi de 33 mil pés, a cabine do E2 é bem agradável em termos de pressurização e não causa sensações incomodas nos ouvidos como nos antigos aviões.  

O voo em si teve pouca turbulência e foi bem agradável. O sinal do Wi-Fi se manteve estável durante toda a viagem e nenhum momento foi desconectado por alguma queda na rede. 

Cerca de 20 minutos antes da nossa chegada ao Aeroporto Internacional de Confins em Belo Horizonte, a cabine foi preparada para o pouso. Importante lembrar que não há serviço de bordo em nenhuma companhia aérea, pois foi suspenso por determinação da Anvisa em razão da pandemia de Covid-19.

A Azul voltou a distribuir a sua revista de bordo, os comissários passam distribuindo a quem desejar assim como é feito com a Água. 

Tempo em Confins era chuvoso, e por isso desviamos novamente de algumas formações durante a descida. Durante a descida, o Embraer E2 foi rápido, talvez para evitar possíveis pontos de precipitação mais fortes, rapidamente já estávamos à 15 mil pés.  

Já na aproximação final, curvamos à direita para alinhar com a pista 16 de Confins. No momento chovia de forma moderada, o que fez com que o avião balançasse um pouco antes do toque na pista. 

Às 20h25 o PS-AEB tocou a pista e freou tranquilamente até livrar na taxiway. A aeronave seguiu para o portão 20 onde iria embarcar os passageiros para o voo de retorno à Congonhas. Ao meu lado estava nada mais nada menos que o PR-PJN que havia cumprido o voo procedente de Campinas.

O desembarque foi realizado a cada três fileiras de forma organizada para evitar aglomerações no corredor da aeronave além do ‘empurra empurra’. A tripulação foi extremamente simpática e atenciosa.

 

Como é a operação do Embraer E2 em Congonhas?

A Azul foi a primeira companhia aérea do mundo a operar o novo e maior avião comercial já fabricado no Brasil. A companhia presidida por John Rodgerson e fundada por David Neeleman recebeu seu primeiro exemplar em setembro de 2019.

Você pode conferir como foi a entrega do avião em detalhes, clicando aqui.

A aeronave está equipada com 136 assentos em classe econômica, e distribuição 2-2, algo possibilitado pela expansão da fuselagem realizada pela Embraer. Em comparação com um E195 de 1ª geração, que tem 38,65 metros de comprimento, o novo E195-E2 tem 41,5 metros de comprimento.

A aeronave tem capacidade operar em dois dos principais Aeroportos do país, Congonhas e Santos Dumont porém com limitações. Em ambos, foram aprovados em meados de 2021.

No caso do terminal paulista, a Azul iniciou as operações com o E195-E2 em dezembro de 2021 com rotas para Fernando de Noronha e Belo Horizonte. Devido ao seu cumprimento, o avião poderá utilizar somente as remotas localizadas próximas aos hangares em Congonhas para embarcar e desembarcar passageiros.

A maior aeronave que as pontes de embarque e o espaço do ‘envelope’ de posições em Congonhas suporta é para as especificações do Boeing 737-800.