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Força Aérea dos EUA compra os primeiros E-7 Wedgetail, seu novo avião-radar

Força Aérea dos EUA vai adquirir 26 E-7 Wedgetail até 2032. Aviões-radar são baseados no 737-700 NG. Foto: USAF.
Força Aérea dos EUA vai adquirir 26 E-7 Wedgetail até 2032. Aviões-radar são baseados no 737-700 NG. Foto: USAF.

A Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) começou a substituição dos aviões de alerta antecipado e controle (AEW&C) E-3 Sentry com a compra de dois E-7 Wedgetail. Fabricados pela Boeing, os novos aviões-radar são baseados no 737-700 comercial. 

O comando da USAF assinou com a Boeing um contrato inicial de US$ 1,2 bilhão, cobrindo a aquisição das duas primeiras aeronaves. Estas servirão para o desenvolvimento de uma versão específica para os Estados Unidos, com vistas para a compra futura de outros 24 aviões. A expectativa é que todos sejam entregues até 2032, finalmente substituindo os E-3 Sentry AWACS (Airborne Warning and Control System). 

E-3 Sentry sobrevoando Nevada. Foto: USAF.

E-3 Sentry sobrevoando Nevada. Avião-radar baseado no Boeing 707 será substituído pelo E-7. Foto: USAF.

“O E-7 é uma plataforma comprovada. É a única aeronave avançada capaz de atender aos requisitos de curto prazo de Alerta Aéreo Antecipado e Controle da Força Aérea dos EUA, permitindo a integração em toda a força conjunta”, disse Stu Voboril, vice-presidente e gerente geral do programa E-7.

A compra dos aviões vem menos de um ano depois da USAF ter anunciado o E-7 como seu novo avião-radar. Sua plataforma atual, o E-3C Sentry baseado no Boeing 707, está em serviço desde 1977 e é fundamental em operações pelo mundo todo, fornecendo longo alcance de detecção e dados em tempo real para aviões de caça e comandantes de teatro. 

E-7A Wedgetail da Força Aérea Real Australiana com um F-22A Raptor da USAF. Foto: USAF.

E-7A Wedgetail da Força Aérea Real Australiana com um F-22A Raptor da USAF. Foto: USAF.

Segundo a USAF, o Wedgetail “é a única plataforma capaz de atender aos requisitos de gerenciamento de batalha tática do Departamento de Defesa, comando e controle e recursos de indicação de alvo móvel dentro do prazo necessário para substituir o antigo E-3.”

O E-7 é capaz de rastrear múltiplas ameaças aéreas e marítimas simultaneamente, com cobertura de 360 ​​graus através do radar MESA (Multi-role Electronically Scanned Array), fabricado pela Northrop Grumman. Capaz de rastrear 180 alvos e conduzir 24 interceptações simultaneamente, o MESA fornece consciência de domínio crítico para detectar e identificar alvos adversários a longa distância, ajustando-se dinamicamente às situações táticas emergentes, além de poder ser usado em missões de inteligência eletrônica. 

Corte esquemático do Boeing E-7 Wedgetail.

Corte esquemático do Boeing E-7 Wedgetail.

“Realizamos uma análise completa das opções viáveis ​​da indústria para garantir que a substituição do E-3 pudesse atender às necessidades específicas dos EUA” disse Andrew Hunter, secretário adjunto da Força Aérea para Aquisição, Tecnologia e Logística. “O programa de prototipagem rápida integrará sistemas de missão baseados nos EUA na plataforma aérea existente para atender aos requisitos do Departamento da Força Aérea, garantindo simultaneamente a interoperabilidade com a coalizão e parceiros aliados que já operam o E-7A”, conclui Hunter. 

Convertido do 737-700 Next-Generation, o E-7 já é operado pelas forças aéreas da Austrália, Turquia e Coreia do Sul. Além da USAF, a Força Aérea Real Britânica é a compradora mais recente do modelo, que também vai substituir os E-3D Sentry do país, já aposentados e vendidos ao Chile. “O E-7 capitaliza os processos existentes de design, certificação e modificação de aeronaves comerciais derivadas, permitindo que os E-7 sejam colocados em campo para atender às necessidades da Força Aérea“, diz a Boeing.

 

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Estudante de Jornalismo na UFRGS, spotter e entusiasta de aviação militar.