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E-7A Wedgetail da Força Aérea Real Australiana com um F-22A Raptor da USAF. Foto: USAF.

A Força Aérea dos EUA (USAF) anunciou ontem (26) que selecionou o Boeing E-7 Wedgetail como substituto de parte da frota dos veteranos E-3 Sentry. Um contrato entre a Força Aérea e a Boeing deve ser assinado no ano fiscal (FY) de 2023, que se inicia em outubro de 2022. 

A USAF afirma que “o Boeing E-7 é a única plataforma capaz de atender aos requisitos de gerenciamento de batalha tática do Departamento de Defesa, comando e controle e recursos de indicação de alvo móvel dentro do prazo necessário para substituir o antigo E-3.”

E-3 Sentry sobrevoando Nevada. Foto: USAF.

Apresentando os pedidos para o FY2023, a USAF solicitou uma verba de US$ 227 milhões para Pesquisa, Desenvolvimento, Teste e Avaliação com o E-7, a serem iniciados ainda no FY2023. “Esses fundos apoiam a aquisição de uma aeronave protótipo planejada para entrega no FY2027.”

O cronograma nocional planeja uma segunda aeronave protótipo a ser adquirida no FY24 e um contrato de produção no FY25. A Comissão Orçamentária da Força Aérea propôs a aposentadoria de 15 das 31 aeronaves E-3 Sentry, baseadas no antigo 707. O dinheiro obtido com a aposentadoria dos jatos seria reencaminhado ao projeto do E-7. 

Segundo o The War Zone, ainda não está claro o quanto a variante E-7 da USAF será diferente dos Wedgetails já em serviço na Austrália, Coréia do Sul e Turquia, bem como aqueles que estão sendo construídos para o Reino Unido.

A330 MRTT reabastecendo um E-7A Wedgetail, ambos da Força Aérea Real Australiana. Foto: Airbus.

A Solicitação de Informações que a Força Aérea divulgou em fevereiro deste ano indicou que poderia haver requisitos específicos da USAF para os sistemas de radar, comunicação e gerenciamento de batalha, conjunto de medidas de suporte eletrônico, arquitetura de rede e sistemas de defesa, entre outras coisas. 

“A substituição do E-3 fornecerá maior eficácia da cadeia logística, confiabilidade/disponibilidade aprimorada e custos operacionais reduzidos, integrando um moderno sensor de matriz digitalizada eletronicamente em uma plataforma tripulada”, diz a USAF no pedido de orçamentário do FY 2023.

E-3A AWACS

“O radar de varredura eletrônica (AESA) é capaz de direcionar o feixe de radar, olhar o setor e taxas de revisita de alvo muito mais rápidas que se traduzem em melhor detecção de alvo e rastreamento de ameaças modernas, bem como proteção eletrônica mais robusta que não é possível com o radar escaneado mecanicamente usado pelo E-3 AWACS.”

O desejo da USAF para adquirir o E-7 não é exatamente uma novidade. Ainda em setembro de 2021 o Comandante da USAF, General Charles Brown Jr., revelou que a Força Aérea estava considerando adquirir o Wedgetail como substituto do E-3 Sentry. 

“O E-7 é uma boa plataforma. É algo que estamos considerando”, disse o General, afirmando que sua equipe estava conversado com os chefes da Força Aérea Real Australiana (RAAF) e da Força Aérea Real do Reino Unido (RAF) sobre a aeronave.

A RAAF opera seis aeronaves, ao passo que a RAF encomendou três. O modelo ainda opera na Força Aérea Turca e na Força Aérea Sul-Coreana, cada uma com quatro aeronaves. 

Baseado no 737NG, o E-7 é equipado com um radar AESA produzido pela Northrop Grumman. Chamado de MESA (Multi-role Electronically Scanned Array), o sensor é montado em uma estrutura tipo barbatana na fuselagem do jato, ao contrário do domo rotativo do E-3, que opera um radar PESA (passivo). O MESA é capaz de rastrear 180 alvos e conduzir 24 interceptações simultaneamente, além de poder ser usado em missões de inteligência eletrônica.