Boeing 737 MAX GOL
Foto: Pedro Viana/Aeroflap

A GOL Linhas Aéreas demitiu nesta última sexta-feira (19/11) ao menos dois funcionários da empresa que não se vacinaram com imunizantes contra a covid-19.

Os funcionários foram retirados da empresa por justa causa, ou seja, sem os seus direitos trabalhistas garantidos.

A atitude da companhia foi realizada após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso suspender a portaria do Ministério do Trabalho, que proibia a demissão de trabalhadores por falta de vacinação contra a Covid-19.

De acordo com Barroso, a medida do Ministério do Trabalho imposta devido a uma atitude da GOL no final de outubro, é inconstitucional. Desta forma, as empresas podem realizar a demissão por justa causa para os funcionários que não vacinarem.

Documento enviado pela GOL a um dos funcionários demitidos.

Ao longo dos meses de setembro e outubro, a GOL intensificou ainda mais a sua campanha interna de conscientização e estímulo à vacinação, reforçando junto a todos os funcionários a importância da imunização. Mais de 99% dos funcionários estão atualmente vacinados com duas doses do imunizante contra a Covid-19.

Todas as companhias colaboraram com o transporte de milhões de vacinas gratuitamente para vários locais do Brasil, agilizando a logística e permitindo uma queda rápida no número de casos e mortes de Covid-19 no país.

Agora em novembro a GOL retomou as suas operações internacionais, e muitos países estão exigindo a vacinação como requisito para a entrada. A não vacinação de tripulantes e funcionários dificulta a parte operacional da empresa e, principalmente, coloca as dezenas de milhares de clientes diários da companhia em risco.

 

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