O Boeing 737 MAX está impossibilitado de voar, e na grande crise que essa aeronave gerou na fabricante norte-americana a única coisa que não saiu na imprensa até o momento é a re-certificação da aeronave, que depois de vários adiamentos está prevista para ser emitida em março.

Mesmo sem o avião obter a certificação, e contando que a ANAC ainda precisará dar seu parecer sobre os sistemas do 737 MAX, a GOL continua na esperança de receber seus novos aviões 737 MAX 8 a partir de abril deste ano.

Quando o Boeing 737 MAX foi paralisado, em março, a GOL operava com 7 aviões deste modelo na sua frota, e esperava finalizar 2019 com 24 aviões deste modelo. Porém os acontecimentos ao longo do último ano mudaram a perspectiva da companhia

GOL precisou enviar 11 aviões 737 NG para reparos no Pickle Fork (confira mais Clicando Aqui).

Ao longo de 2019 a companhia ainda teve problemas com 11 aviões 737 NG, e optou até mesmo por arrendar alguns aviões temporariamente.

De acordo com Celso Ferrer, vice-presidente de operações da GOL, a companhia espera utilizar os seus 737 MAX para possibilitar uma expansão de 8% na oferta em 2020.

Mesmo assim os dados são ruins, a GOL deve receber apenas 16 aviões 737 MAX, se a Boeing conseguir retomar os voos do seu produto até março, esse número pode diminuir substancialmente se a fabricante precisar deixar a produção paralisada por um tempo mais longo.

O número de 23 aviões 737 MAX no final de 2020 ainda é pior do que a perspectiva divulgada pela companhia no início de 2019, onde finalizaria o ano com 24 aviões 737 MAX, e este ano de 2020 com 34 aviões 737 MAX.


Se tudo der errado, Ferrer não descarta a possibilidade da companhia arrendar temporariamente mais aviões 737 NG.

No entanto, se tudo ocorrer normalmente, a GOL terá quase metade da sua frota com aeronaves 737 MAX em 2024, finalizando o ano com 51 aviões de nova geração.

Vale ressaltar que a presença do 737 MAX na frota da GOL vai além da expansão de oferta. O novo avião da Boeing, apesar dos seus problemas, realmente cumpre a promessa de gastar 15% a menos de combustível em comparação com o 737 NG, e 8% por assento quando comparamos com o A320neo.

Com menor custo em relação ao 737 MAX, a GOL fica mais competitiva no mercado, e pode abraçar maiores lucros. Com menor custo por assento, a GOL amplia sua vantagem por voo em relação às concorrentes, que utilizam o A320neo.

Com o 737 MAX a GOL também pode cumprir voos diretos de Fortaleza e Brasília para Miami e Orlando. Atualmente a companhia realiza os voos internacionais com o 737 NG, mas estes citados precisam de uma escala no Caribe para reabastecimento.

 

Treinamento e simulador dedicado

Esse é o simulador em funcionamento, com movimentos muito fiéis e enormes pistões eletropneumáticos.

A GOL declarou também que deve comprar um simulador do 737 MAX, visto que agora há uma exigência da própria fabricante para que pilotos utilizem o simulador do 737 MAX, e os procedimentos do mesmo, na sua formação antes de pilotar uma aeronave real.

Os simuladores do Tipo-D, de movimentos reais (foto acima), vão reproduzir todas as características do 737 MAX, inclusive o sistema MCAS.

 

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