A Qantas está sendo investigada por uma suspeita de crime organizado entre os seus funcionários. De acordo com investigação, são 150 pessoas envolvidas em um suposto cartel internacional de drogas.

O site The Age publicou neste domingo que estas pessoas, todas funcionárias da Qantas, tem relações com a gangue Comanchero, já investigada pela questão de importação de drogas.

A apuração ainda reporta que esses funcionários trabalhavam com foco no Aeroporto de Sydney, na Austrália, possibilitando a entrada de drogas no país através de vulnerabilidades na parte de segurança alfandegária. Algumas dessas vulnerabilidades eram criadas por próprios funcionários da Qantas, ou de empresas terceirizadas do aeroporto.

Os Políticos Australianos pediram uma revisão urgente das regras de segurança nos Aeroportos do País. Falando à mídia, a política federal trabalhista da oposição, Catherine King, levantou preocupações de que os grupos do crime organizado não apenas se adaptaram ao ambiente do COVID-19, com menos voos internacionais, mas até prosperaram. 

A operação supostamente concluiu que até 60 funcionários da Qantas estavam ligados a “delitos graves com drogas” ou “grupos de crime organizado”, enquanto 23 “usaram o emprego no ambiente da aviação para facilitar várias atividades criminosas”.

Além disso, sete funcionários são suspeitos de exploração infantil, incluindo posse e fabricação de pornografia infantil.

O chefe de segurança da Qantas, Luke Bramah, disse que a companhia aérea não foi informada de quaisquer investigações sobre funcionários da empresa envolvidos em atividades do crime organizado. Bramah disse que a companhia solicitou um relatório sobre a investigação para Polícia Federal Australiana e a Comissão de Inteligência Criminal Australiana.

A companhia ainda ressaltou, através de um pronunciamento oficial de Luke Bramah, que todos os funcionários são avaliados em um teste de aptidão, antes de trabalhar com a parte de cargas internacionais. Por este motivo a empresa tem um certificado Trusted Trader.

Ainda não foi esclarecido se a Qantas pode ser punida pelo comportamento dos seus funcionários, ou perder certificações importantes. Alguns países vizinhos da Austrália tratam o tráfego internacional de drogas com pena de morte, e a companhia pode sofrer limitações para operações de carga neste local.

Bramah destacou que a Qantas apoia e colabora com a investigação, e pode punir os envolvidos após analisar o relatório da investigação.

 

Com informações de Aerotime e The Age.