Lufthansa Boeing 777F BASF

Um Boeing 777F da Lufthansa Cargo foi equipado com uma tecnologia especial, inspirada na pele dos tubarões, e que promete uma maior economia de combustível para as aeronaves.

A possível evolução será testada entre a Lufthansa Technik e a BASF. Esta trabalha diretamente no conceito aerodinâmico de reduzir o arrasto do mesmo, o que resulta em um menor consumo de combustível.

Um filme produzido pela BASF simula as propriedades da pele do turbarão, com ranhuras de 50 micrômetros de largura que prometem otimizar o fluxo de ar em zonas críticas da aeronave.

A Lufthansa e a BASF estimam em uma economia de 1% de combustível por aeronave. É realmente pouco, mas como na aviação trabalhamos com escala, a Lufthansa disse que esse 1% por avião pode resultar em uma economia anual de 3700 toneladas de querosene considerando a frota de 10 aeronaves Boeing 777F.

Essas 3700 toneladas de querosene são suficientes para cumprir, com o 777F, cerca de 48 voos de carga de Frankfurt para Xangai. 

Além disso, a companhia deixará em um ano de emitir 11700 toneladas de CO2 com a nova tecnologia que promete equipar todos o 777F a partir de 2022.

Antes, a BASF e a Lufthansa Technik precisam garantir uma certificação da EASA para equipar todos os seus aviões com o AeroSHARK, isso inclui também uma comprovação que esta fina camada colada na superfície não sairá durante o voo, bem como não vai alterar as propriedades de pilotagem da aeronave.

A BASF disse que concentrou seu desenvolvimento em alcançar extrema durabilidade e resistência às intempéries. Os principais critérios para uso na operação de aviação incluem aplicação e manuseio simples, bem como facilidade de reparo, para o qual um conceito personalizado foi desenvolvido.

Veja um pouco do funcionamento dessa tecnologia no vídeo abaixo: