A 2º Guerra Mundial foi o palco de muitas inovações militares e Alemanha nazista querendo ou não teve um grande papel na projeção e desenvolvimento de equipamentos militares únicos que foram vistos com olhares de ousadia e medo por parte do ocidente.

Os engenheiros alemães criaram vários projetos, alguns nem saiam do papel, outros davam errado durante os testes, já outros davam certo e errado ao mesmo tempo, é o caso do Me 163 Komet um interceptador com motor de foguete.

Tudo começou com a ideia do engenheiro alemão, Alexander Lippisch, que projetou essa aeronave que tinha como objetivo ser leve e alcançar grandes altitudes e intercerptar os bombardeiros da época, como os norte-americanos B-17 e B-29 ou o inglês Avro Lancaster.

Em 1926, ou seja, até antes mesmo da 2º Guerra Mundial Lippisch projetou um planador motorizado com um motor a reação mais especificamente um Walter I-203 que proporcionava a aeronave um empuxo de 400kg. A ideia do jato e novas criações de motores foram surgindo até o primeiro Me 163 estar pronto de fato, algo que aconteceu apenas em março de 1941.

Me 163- Foto: Via Internet

Foi em agosto daquele ano (1941), que pela primeira vez o Me-163 fez seu voou inaugural, na cabine de comando estava piloto Dittmar que conseguiu alcançar neste voo impressionantes 800Km/h, o que para época era bastante.

Os testes prosseguiram e em outubro de 1941 o Me-163 pilotado por Dittmar foi lançado de um BF-110, no mergulho o piloto alemão acionou o motor e pela primeira vez na história um ser humano atingiu Mach 0,84, ou seja, 84% da velocidade do som. Em quilômetros por hora o jato alemão atingiu os incríveis 1024 Km/h.

A altura desse campeonato Lippisch já havia criado duas versões do Komet a versão A e a B que em certas partes deu mais resultado.


Características do Me 163B Komet

Me 163- Foto: Via Internet

Como dissemos acima o projeto era para ser uma aeronave rápida e pra isso peso tinha que ser tirado e uma das soluções foi o abandono do trem de pouso na decolagem, assim que saia do chão o Komet descartava seu trem de pouso e iniciava uma subida de 70º graus, isso claro com o novo motor, o II-203 com 750 kg de empuxo.

Para o pouso a aeronave tinha um esqui retrátil algo que as vezes não dava muito certo e alguns pilotos se machucaram ao tentar pousar o pequeno, mas veloz Me 163B Komet.

Outro problema era sua baixa autonomia, sem o combustível o Komet retornava a sua base planando e isso o tornava vulnerável as baterias anti-aéreas.

 

A descoberta dos aliados sobre o Komet e os avanços da aeronave

Imagem de uma base alemã onde é possível ver dois Me 163- Foto: Via Internet

No entanto, o desenvolvimento dos Komet quase foi por água abaixo isso porque os aliados descobriram o local da fabricada da Messerschmitt, o bombardeiro aliado destruiu toda a pré-série do Me-163B. Contudo, ainda se conseguiu transferir a fábrica para outro local para que assim fosse continuado os testes com o jato.

Já era 1944, ou seja, o penúltimo ano da guerra mundial que assolava o mundo pela 2º vez. Nesse cenário os EUA já estavam no conflito bélico e o jogo para o trio Japão, Alemanha e Itália, já estava se complicando, mas mesmo assim a Luftwaffe (Força Aérea Alemã) ainda estava focada nos testes com o Komet e mais modificações foram feitas no Me-163B.

Uma das modificações de maior destaque foi a instalação do motor HWK Typ 509A-1, além de mudanças nas asas, superfícies de comando e fuselagem.

Cockpit de um Me 163- Foto: Via internet

No poder bélico o então Me-163B-1 (designação final do Komet) tinha um canhão MK108, de 30mm. Foram instalados dois canhões como estes nas asas do Me-163B-1 e ambos tinha capacidade para 30 projéteis.

 

Me 163B-1 Komet em combate:

Me 163 e seu canhão MK108- Foto; Via Internet

O ano ainda era 1944 e enfim o Komet foi colocado no cenário de combate, no inicio os jovens pilotos da Luftwaffe não conseguiam abater os bombardeiros aliados pois a velocidade de aproximação era muito alta.

Mas com o passar do tempo a técnica de pilotagem foi sendo aprimorada e com isso os primeiros resultados positivos em combate aconteceram.

Alguns pilotos alemães se destacaram em seus voos de abate, Feldwebel Sigfried Schubert, conseguiu abater três B-17 dos EUA, já Leutnant Fritz Kelb abateu dois bombardeiros ingleses Avro Lancasters.

Não houve nenhum “Ás” no Komet (tecnicamente o piloto de torna um Ás quando abate mais de cinco aviões em uma missão). Mas o resultado deve ter sido bem satisfatório para a Alemanha nazista.

Me 163- Foto: Via Internet

Ao final da guerra em 1945 haviam cerca de 300 Me-163 na linha de combate. Ainda no final da guerra chegou-se a desenvolver a versão Me 163D/Ju 248, no entanto, esse foi capturado pelos soviéticos e transformados no que seria o MiG Zh ou I-270 que não tiveram sucesso expressivo. 

2º Guerra Mundial: O berço de ousadas criações:

A 2º Guerra Mundial foi o berço de muitas tecnologias que foram ou não aprimoradas nos anos seguintes, de ambos os lados houveram criações muito interessantes. 

Isso mostra o quão a indústria bélica pode se desenvolver no momento em que um grande conflito está a todo o vapor.

No Japão podemos citar o Zero, o famoso avião dos Kamikazes e que teve um grande desenpenho nos combates.

No meio aliado podemos listar os grandes bombadeiros norte-americanos, como por exemplo, o B-17, B-25 ou mesmo o B-29, esse último teve ligações com o surgimento de outro clássico bombadeiro que voa até hoje, o B-52 Stratofortress. Ou ainda, os caças P-40, P-47 ou o temido P-51 Mustang.

B-29 Superfortress- Foto: Arquivo Boeing

Ainda em relação a Alemanha podemos citar o Me 262, o jato alemão que mais teve resultados positivos durante o conflito mundial.

Jato Messerschmitt Me 262- Foto USAF

 

Para ler sobre outro ousado projeto alemão aéreo da 2º guerra mundial, clique aqui

 

Fonte de pesquisa: Luftwaffe39-45.historia

 

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