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Novo cliente? Arábia Saudita de olho nos caças Dassault Rafale

Dassault Rafale do Egito. Foto: Dassault.
Dassault Rafale do Egito. Foto: Dassault.

O caça francês Dassault Rafale pode estar perto de conquistar mais um cliente, novamente no Oriente Médio. O Reino da Arábia Saudita estaria interessado no jato de combate, solicitando orçamentos à fabricante para até 54 aviões.  

O ministro da Defesa francês, Sébastien Lecornu, confirmou as negociações entre sauditas e a Dassault, mas não deu detalhes sobre o assunto. Segundo o jornal francês La Tribune, a Dassault tem até o dia 10 de novembro para enviar uma proposta formal à Riad.

Caso o negócio siga adiante, a Arábia Saudita será o quarto cliente do Rafale na região. O modelo já é operado pelas forças aéreas do Catar e Egito, além de ter sido adquirido pelos Emirados Árabes Unidos. Também será a primeira vez que o país do Rei Salman bin compra aviões de combate da França. 

Caça Dassault Rafale da Força Aérea da Índia.

Caça Dassault Rafale da Força Aérea Indiana. Foto: Dassault.

A Força Aérea Real Saudita (RSAF) opera caças F-15 Eagle da Boeing ao lado dos Eurofighter Typhoon europeus. A frota de combate é complementada pelos jatos de ataque Panavia Tornado, também de origem europeia. 

Embora Riad possa estar apenas observando opções no mercado, a aproximação com a França também pode indicar um sinal de alerta para o conglomerado Eurofighter por razões políticas.

A Alemanha, que faz parte da produção da aeronave, vetou a venda de um nove lote para a RSAF por conta da controversa morte de um jornalista em 2018. Jamal Khashoggi foi assassinado com autorização do príncipe Mohamed Bin Salman, herdeiro do trono. Berlim tomou uma postura mais rígida, suspendendo a venda de armas ao país. 

Caças Eurofighter Typhoon da Arábia Saudita. Foto: Jamie Hunter - Eurofighter.

Caças Eurofighter Typhoon da Arábia Saudita. Foto: Jamie Hunter – Eurofighter.

Conforme observado pela Forbes, as negociações também podem ser a tentativa de Riad de exercer influência, pressionando o Reino Unido (parceiro da Arábia e fabricante do Typhoon) a convencer a Alemanha a mudar sua posição ou arriscar-se a perder uma venda lucrativa a um concorrente. A situação na região, com a guerra entre Israel e Hamas, também pode influenciar a decisão de Berlim.

A revista também afirma que o movimento não seria inédito. Quando Israel se opôs e fez lobby contra a venda de 60 caças F-15 à Arábia Saudita no final da década de 1970, até então a maior venda de armas americana ao país árabe, os sauditas prepararam negociações com a França para o Dassault Mirage F1, o principal caça francês na época. 

O Rafale tem conquistado uma série de clientes nos últimos anos. O acordo de exportação mais importante foi para os Emirados Árabes, que em 2021 assinaram a compra de 80 Rafales, marcando a maior venda do modelo até o momento. A Indonésia se tornou a cliente mais nova em fevereiro de 2022, ao encomendar 42 aviões. No início de outubro a Dassault entregou o primeiro de 12 caças para a Croácia, que adquiriu o modelo em 2021. 

 

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Estudante de Jornalismo na UFRGS, spotter e entusiasta de aviação militar.