Boeing 787
Foto - Boeing/Divulgação

A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) emitiu na quarta-feira (17) uma diretriz de aeronavegabilidade para alguns aviões Boeing 787.

A DA emitida pela FAA solicita a inspeção do piso que separa a área de cargas do piso superior, onde os passageiros são transportados. Em inglês é chamado de “decompression panels”.

Esses painéis de descompressão são um risco de segurança porque “em caso de incêndio na carga, ou vazamento significativo na área do porão pode resultar em concentrações insuficientes de gás de extintor para controlar adequadamente o incêndio”.

O problema é concentrado em placas localizadas na divisão entre a parte de cargas e a de passageiros.

A FAA estima que a diretriz pode ser aplicada em 222 aviões do modelo Boeing 787 que operam nos Estados Unidos, que devem ser inspecionados nos próximos dias.

A agência afirma ter recebido “relatórios de incidentes múltiplos”, por isso exigirá “inspeções repetitivas” nos porões de carga dianteiros e traseiros dos 787 para verificar se há painéis de descompressão desengatados ou rasgados, que devem ser reinstalados ou substituídos se necessário.

A agência estima que cada ciclo de inspeção custará US$ 56.610. As primeiras inspeções devem ser feitas até o final de março, sendo repetidas a cada 120 dias.

Esse é mais um problema que a FAA e a Boeing descobrem envolvendo a produção do 787. 

Produção do Boeing 787. Foto-Boeing/Divulgação

De acordo com as análises da fabricante, os estabilizadores horizontais do 787 Dreamliner podem ter um envelhecimento precoce, devido a um excesso de força aplicada durante a junção de alguns componentes na fabricação.

Um outro problema afeta uma parte da fuselagem pode sofrer de baixa resistência, em comparação com outras partes da mesma, causando um ponto a favor de rupturas ou problemas estruturais diversos. O problema é relacionado com dois tubos de fibra de carbono, localizados entre a junção das seções 47 e 48 da fuselagem do 787 Dreamliner. Posteriormente a FAA descobriu que esse problema pode ser causado por um erro no controle de qualidade da produção.

De acordo com uma outra nota emitida pela Boeing, a fabricante descobriu no final de 2019 um problema relacionado aos processos de produção do estabilizador vertical. Este tem relação com os calços fabricados para uma seção do estabilizador vertical.

A fabricante norte-americana não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters.