Boeing 787 ANA
Foto - Boeing

Recheado de novas tecnologias, o Boeing 787 foi o maior destaque do início da última década. A aeronave foi entregue pela primeira vez em setembro de 2011, como relatamos Clicando Aqui, e o primeiro voo com passageiros a bordo foi pouco tempo depois, no dia 26 de outubro, há exatos 10 anos.

Após 8 anos de desenvolvimento do Dreamliner, o 787-8 de matrícula JA801A decolou com passageiros a bordo, pela primeira vez, para cumprir o voo 7871 da All Nippon Airways (ANA).

A bordo desse voo a ANA convidou a imprensa para acompanhar, funcionários da companhia e da Boeing, juntamente com 100 pessoas que arremataram em um leilão um dos assentos a bordo. Ao todo foram 240 pessoas no voo, fora os tripulantes.

Foto: Chris Sloan

Poucas semanas depois a ANA colocou outro Boeing 787 em atividade, de matrícula JA802A. A companhia sempre esteve amplamente envolvida no programa do Boeing 787, e realizou até mesmo a primeira encomenda para a aeronave. Em 2004 a ANA encomendou 30 aeronaves 787-3 (versão de curto alcance que não existiu), e 20 para o Boeing 787-8.

O primeiro voo regular do Boeing 787 foi realizando no dia 1º de novembro entre Tóquio/Haneda e Okayama e Tóquio Haneda/Hiroshima.

Na época algumas tecnologias para o conforto do passageiro eram realmente impressionantes, como as janelas com controle de luminosidade totalmente eletrônico, botões sensíveis ao toque e a iluminação em LED com milhões de cores e adaptável de acordo com o período do dia. Naquele momento não havia o Airbus A350, A330neo, A320neo e o 737 MAX, que atualmente trazem parte desse pacote de conforto a bordo.

Desde o dia 26 de outubro de 2011, há mais de 1000 aviões Boeing 787 ativos no mundo, inclusive recentemente no Brasil. O Dreamliner também transportou 559 milhões de passageiros em 2,7 milhões de voos.

Mais de 315 rotas diretas foram abertas com o Boeing 787, que trouxe uma mescla de longo alcance com alta economia de combustível e baixo custo operacional. Economizando até 25% de combustível em relação aos aviões anteriores, o Dreamliner deixou de emitir em todos esses anos 85 bilhões de libras de carbono na atmosfera.

Veja mais sobre a aeronave no vídeo abaixo:

 

Desenvolvimento do Boeing 787, que não teve concorrentes por vários anos

A Boeing iniciou a montagem final da primeira unidade em maio de 2007, na fábrica de Everett. No dia 8 de julho de 2007 a Boeing apresentou finalmente o primeiro 787.

Devido ao primeiro avião estar incompleto, a Boeing levou até 2009 para concluir e conseguir voar com a primeira unidade de testes, esse foi mais um atraso no desenvolvimento da aeronave.

Logo a Boeing colocou seis protótipos para completarem mais de 4000 horas de voo, testando um tipo de conceito nunca antes utilizado pela empresa, justificando todos esses testes para a primeira versão do 787. Alguns problemas adiaram a primeira entrega para o final de 2011, e como dito acima, a primeira companhia que operou com a aeronave foi a All Nippon Airways.

O primeiro 787 entregue também era diferente dos que hoje saem da linha de produção, isso porque algumas atualizações da Boeing para diminuir o peso geral do avião não foram implementadas inicialmente.

O desenvolvimento da família 787 custou US$ 32 bilhões para a Boeing, contabilizando todas as três variantes e inclusive o 787-10 que ainda está em testes. A Boeing já recuperou esse investimento, e o lucro das próximas aeronaves vendidas entrará diretamente no financeiro da companhia, sem precisar abater custos exorbitantes para corrigir vários erros de projeto.

Os principais sistemas, como ar-condicionado e controles de voo, antes movidos exclusivamente por sistemas hidráulicos mecânicos, agora eram movidos a eletricidade. O avião até parecia diferente, com zumbidos elétricos substituindo sons dos sistemas hidráulicos. Diferente de outros aviões, o 787 trás um pack com quatro geradores por motor da aeronave, e uma redundância nunca vista anteriormente no sistema elétrico, que é responsável até mesmo pelo acionamento do motor.

Boeing 787
Foto: Boeing

Estima-se que o 787 já tenha recebido mais de US$130 bilhões de dólares em encomendas, desde que foi lançado oficialmente, mesmo com o prejuízo no desenvolvimento e o custo de produção, a aeronave figura entre os jatos mais rentáveis que a Boeing fabrica atualmente. A fabricante americana ainda espera mais encomendas para o 787, na medida que os aviões 767 e A330 envelhecem nas frotas das companhias aéreas.

A Boeing já fabricou mais de 1000 unidades dessa aeronave, por mês até 12 unidades podem ser produzidas em North Charleston, apesar das idas e vindas dos problemas iniciais as companhias não desistiram, queriam uma aeronave leve, eficiente e econômica.

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