SpaceX vai realizar nas próximas horas outro lançamento do foguete Falcon 9

Foto - SpaceX

A SpaceX deverá realizar mais um lançamento nesta quarta-feira (03/06) após a histórica missão que levou astronautas pela primeira vez na empresa.

Esse lançamento é de 60 satélites Starlink, que serão colocados em órbita através de um foguete Falcon 9 Block 5.

A decolagem está marcada para às 22h05 no horário de Brasília, e deverá ser transmitida ao vivo pela SpaceX em seu canal no Youtube.

Com esse lançamento a SpaceX deverá se aproximar da marca de 500 satélites Starlink já em órbita.

O projeto Starlink visa criar uma rede de satélites que possam fornecer acesso à Internet em banda larga em todo o mundo, mesmo em áreas remotas atualmente mal atendidas e sem acesso à banda larga.

 

A constelação de satélites da Starlink, uma “subsidiária” da SpaceX

Quando o projeto for finalizado pela SpaceX, em um prazo ainda não totalmente correto, a constelação terá 4425 satélites, e capacidade de interconexão entre eles, como dito antes, o sistema precisa de pouco mais de 1100 satélites para oferecer uma considerável cobertura global.


Recentemente esse projeto recebeu uma autorização oficial do Governo dos Estados Unidos, para ser lançado de forma comercial, após a SpaceX provar em fevereiro que a tecnologia funciona através de dois satélites experimentais.

A foto acima mostra 60 satélites, que são do formato microsat, empacotados em uma carga única para o foguete Falcon 9, todos são de série e já adequados para a operação comercial do sistema, que utilizará a conhecida banda KU para a transmissão de dados.

Esse serviço já existe atualmente, através de satélites geoestacionários, a maioria de grande porte. A órbita desse satélite fica aproximadamente à 36 mil km. Por isso a internet via satélite atual é lenta, cara e pouco acessível, apesar da ampla cobertura.

A diferença é, quanto menor a altitude, menor o tempo para o sinal chegar no satélite e voltar até a Terra, onde está o servidor principal.

Mas o Microsat funciona em órbita baixa, e promete transferir até 1 Gb/s por satélite e com latência de 25 ms, algo bem similar às redes de fibra ótica que as operadoras oferecem na Terra.

O custo total é baixo, apenas 10 bilhões de dólares, incluindo os lançamentos. A empresa responsável por gerenciar o serviço de conexão será a Starlink, também fundada pelo Elon Musk.

 

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