A Bombardier descartou seguir o mercado dos novos aviões, e não vai atualizar a sua linha CRJ com motores de nova geração, que chegam a ser até 15% mais econômicos.

De acordo com o vice-presidente da Bombardier, os novos motores são mais pesados, e isso afetaria consideravelmente o benefício de economia desses propulsores, visto que o CRJ é um jato bem leve comparando com outros aviões da sua categoria.

Enquanto isso a Mitsubishi e a Embraer optaram pelos novos motores Pratt & Whitney Pure Power, e até a Sukhoi planeja usar esse motor no SuperJet, devido aos novos benefícios de economia de combustível. A Embraer chegou a alterar 70% do projeto dos E-Jets para aumentar a eficiência da aeronave.

Dessa forma a linha CRJ continua com os motores GE CF34, o mesmo tipo que equipa os E175 de primeira geração, que está quase no final da sua vida.

A economia adicional desses motores foi estudada pela Bombardier, que alegou pouca eficiência para rotas curtas. De acordo com a fabricante, não há tempo hábil nessas rotas para perceber o menor consumo, visto que em boa parte do voo o avião está em regime de subida ou descida para o aeroporto de destino. Mas as companhias percebem o maior peso do avião.

Ao mesmo tempo a Bombardier espera ganhar 50% do mercado de aviões da Embraer na faixa de 70 a 90 assentos, uma manobra difícil, visto que a brasileira e até a japonesa Mitsubishi estão com aviões novos em seu portfólio. Para isso a Bombardier até lançou o novo interior Atmosphere, como forma de manter os seus jatos atualizados com os novos conceitos do E2.

A Bombardier ressaltou também que a linha CRJ 900 continua compatível com as regras de aviação regional dos Estados Unidos, que garante um incentivo para companhias que operam com aviões que tenham peso máximo de decolagem (MTOW) de até 39010 kg, enquanto isso o E175-E2, substituto do E175-E1, tem MTOW de 44800 kg, dessa forma ficando fora das regras.

A Embraer tenta uma mudança desse regulamento, alegando que os novos motores são responsáveis pelo peso adicional, e que as mudanças para abrigar esses motores aumentou o peso geral da aeronave, enquanto a capacidade de passageiros transportados não aumentou subitamente.

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