O Japão é bem distante do ocidente, e para resolver isso a Japan Airlines, conhecida também como JAL, se entusiasmou e fez um investimento de US$ 10 milhões no avião supersônico Boom, da empresa Boom, esse valor ainda pode ser revestido em um contrato para a aquisição de 20 aeronaves e servirá inicialmente para o desenvolvimento do projeto.

Em nota a Boom disse que as duas empresas estão trabalhando a pelo menos um ano nos bastidores, para ajudar na definição do design final da nova aeronave supersônica. A JAL reforçou que no futuro planeja oferecer mais tempo aos passageiros, através de voos com menor tempo de duração.

A Boom também afirmou que o objetivo da empresa é desenvolver uma aeronave que funcione como complemento para a frota das companhias aéreas, trazendo uma opção econômica, capaz de voar a Mach 2.2 com 55 passageiros a bordo em configuração de Business Class.

O Japão também tem um longo interesse no desenvolvimento de aviões de alta velocidade. Estudos de conceitos de um avião supersônico estão em andamento na JAXA, a Japan Aerospace Exploration Agency. A JAXA está atualmente focada em um projeto de avião supersônico com 50 assentos, capaz de fazer voos a Mach 1.6, com estreia para a década de 2030.

Projeção do BOOM em Heatrow/Londres.

Outros empresários do setor também já demonstraram interesse na tecnologia da Boom, como o Richard Brason, dono da Virgin Atlantic e de empresas do setor espacial, também ligadas ao nome Virgin. 

A empresa responsável pelo Boom, que é sediada em Denver – Colorado/EUA, diz que irá utilizar motores de concepção totalmente nova e voltados para o uso na aeronave, além disso a sua estrutura será em material composto para a redução máxima de peso e aumento da resistência. Estão aproveitando o gap tecnológico de quase 50 anos do Concorde para a geração atual de aeronaves, como o Airbus A350XWB e um pouco antes o Boeing 787.

A Boom provou recentemente que é possível fazer voos supersônicos pelo continente com baixo ruído e nenhum efeito da passagem da região transônica para a supersônica, através de uma otimização da aerodinâmica da aeronave, isso está caminhando para o Congresso Americano permitir novamente os voos em velocidade supersônica em todo o país, atualmente só é possível nos oceanos.

O processo de desenvolvimento será desmembrado em duas etapas, na primeira, e que começa ano que vem, a Boom irá fazer voos com um protótipo para testar as tecnologias que irão na aeronave maior, o protótipo é chamado de XB-1 Supersonic Demonstrator.

Protótipo XB-1

O protótipo, apelidado de Baby BOOM, tem capacidade para 2 tripulantes, tem uma curta envergadura de 5 metros, formada por uma asa em forma de delta, seu comprimento é de 20 metros e tem as mesmas capacidades de desempenho da aeronave maior, isso inclui também a velocidade.

O BOOM Original tem velocidade máxima de Mach 2.2 (2335 km/h), 0.2 a mais que o Concorde e 1.4 a mais do que uma aeronave convencional de última geração, como o Boeing 787. Ele mantém a mesma envergadura reduzida, com apenas 18 metros, e tem comprimento de 52 metros.

A previsão para o primeiro voo da aeronave original é para 2023, após a conclusão do desenvolvimento de tecnologia no XB-1.

A Boom disse que há um interesse firme de empresas para até comprar 76 aeronaves, um aumento de três vezes em relação há alguns meses. Além da Virgin Atlantic, que assinou para até 10 aeronaves, mais três empresas não identificadas estão colaborando com o projeto.

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