Em dezembro de 2016 a Alaska Airlines anunciou que estava assumindo totalmente o controle da Virgin America, uma companhia que antes pertencia ao Grupo Virgin. Apesar da compra tornar a Alaska Airlines a quinta maior companhia dos EUA existe um problema, há diferença nas frotas das duas companhias, a Alaska usa unicamente o Boeing 737 e a Virgin usa unicamente o Airbus A320 (e aeronaves da mesma família nesta categoria).

Com previsão de receber o certificado da FAA para unir as operações da companhia, e também com a previsão do início da extinção da Virgin em janeiro de 2018, o CEO da Alaska Airlines, Brad Tilden, quer levar isso ainda mais adiante, ele quer trocar todas as aeronaves da Virgin que pertencem à família A320 pelo Boeing 737 NG/MAX, e assim padronizar as operações.

E isso gera ainda mais problemas, até maiores quando comparados com a diferença de frotas, e isso foi listado pelo CEO da Alaska Airlines. Enquanto a Alaska continuará a receber as encomendas do 737 NG/MAX, ela agora precisa converter as encomendas da família A320 para o Boeing 737 NG/MAX, e garantir que a Boeing faça as entregas no mesmo prazo, além de pagar uma gorda multa com a Airbus por quebra de contrato.

Há poucas semanas a Virgin America recebeu o primeiro A321neo de sua frota, se tornando a segunda companhia do mundo que opera com esta aeronave, esse é outro problema, a Alaska Airlines precisa tirar aviões ainda novos da frota e quebrar contratos de leasing.

No total a Virgin America tem encomendas para 8 jatos A321neo para receber entre 2017 e 2018, sendo que ela já tem 2 deles na frota, e também 30 encomendas para o A320neo, para receber entre 2020 e 2022. A companhia ainda opera com 53 aviões A320ceo e 10 do modelo A319.

Por esses motivos listados acima Brad Tilden garantiu que levará algum tempo para eliminar os aviões da Airbus da Virgin America.

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