ACI e IATA pedem apoio urgente de toda indústria para a recuperação do setor da aviação

A Associação Internacional de Aeroportos (ACI – Airports Council International) e a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA – International Air Transport Association) reforçaram o apelo urgente para que os governos usem o teste de COVID-19 para reabrir as fronteiras com segurança e restabelecer a conectividade global, evitando desta forma o colapso sistêmico da indústria da aviação com apoio financeiro sem geração de dívidas.

Essas medidas protegeriam os países da importação de casos de COVID-19, evitando a crise de empregos no setor de viagens e turismo e garantindo que a estrutura fundamental da aviação permaneça viável e capaz de manter os benefícios econômicos e sociais dos quais o mundo tanto depende.

O Grupo de Ação para o Transporte Aéreo (Air Transport Action Group – ATAG) estima que 46 milhões de empregos correm risco de desaparecer devido à perda de conectividade causada pela crise da COVID-19.

A grande maioria deles (41,2 milhões de empregos) está no setor de viagens e turismo, que depende da aviação. O restante (4,8 milhões de empregos) está distribuído em áreas diretamente ligadas à aviação, incluindo aeroportos e companhias aéreas.

A viabilidade do setor de aviação para apoiar a manutenção desses empregos está sendo desafiada pela queda grave e prolongada nos negócios:

• A ACI estima que a indústria aeroportuária sofrerá redução de 60% nas receitas, atingindo uma perda sem precedentes de US$ 104,5 bilhões.
• A IATA estima que as receitas das companhias aéreas cairão pelo menos 50% (US$ 419 bilhões em relação a US$ 838 bilhões em 2019).

A reabertura das fronteiras com segurança sem medidas de quarentena, usando uma abordagem coordenada de teste da COVID-19, impulsionaria toda a economia e seria uma fonte de receita para companhias aéreas e aeroportos.


A ACI e a IATA pediram à Força-Tarefa de Recuperação da Aviação do Conselho da OACI para que elaborassem uma abordagem para os testes globalmente aceita e reconhecida que pudesse ser adotada em nível nacional.

O apelo também é feito aos governos, para que discutam o impacto devastador do fechamento de fronteiras e outras restrições de viagens impostas pelo governo, apoiando a viabilidade da aviação por meio de ajuda financeira direta que:

• proteja empregos e operações,
• não aumente as dívidas, e
• minimize a inadimplência no pagamento de dívida e perdas de crédito.

“A pandemia da COVID-19 continua sendo uma crise existencial e os aeroportos, as companhias aéreas e seus parceiros comerciais precisam de ajuda financeira direta e rápida para proteger as operações essenciais e os empregos”, disse o diretor geral da ACI World, Luis Felipe de Oliveira. “Mas essa ajuda é apenas uma peça do quebra-cabeça enquanto a indústria inicia sua retomada e se prepara para manter operações contínuas com foco na saúde e no bem-estar dos viajantes, funcionários e público. A ACI e a IATA se uniram para pedir uma ação governamental urgente e coordenada de adoção global de testes de passageiros para permitir que as medidas de quarentena sejam revogadas. Sem essa ação, não é exagero dizer que o setor enfrenta um colapso.”

Alexandre de Juniac, diretor geral e CEO da IATA, disse: “Precisamos de ação rápida. Grandes partes da rede aérea global sofreram rupturas graves por mais de meio ano.
A perda de empregos – dentro e fora do setor – aumenta a cada dia com as fronteiras fechadas. E com a perda de empregos, a recuperação e o impacto na economia como um todo se tornam ainda mais difíceis. O movimento cresce em apoio ao teste de COVID-19 para a reabertura das fronteiras. Esta é a principal prioridade operacional. E para garantir o setor de aviação viável ao fim desta crise, é inevitável uma segunda rodada de ajuda financeira.”

De acordo com os Regulamentos Sanitários Internacionais da Organização Mundial da Saúde (OMS), a ACI e a IATA acreditam que os custos relacionados às medidas de saúde pública destinadas a mitigar a propagação de doenças transmissíveis, incluindo a introdução de uma abordagem coordenada de teste, devem ser assumidos pelo governo de cada país.

 

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