O Canadá é um dos países que não ofereceu e nem realizou apoio financeiro as companhias aéreas locais. Nenhuma medida foi tomada para tentar amenizar os estragos feitos pela pandemia de Covid-19 na aviação, e devido a isso, o CEO da Airbus a fazer uma critica ao governo canadense. 

Durante o Fórum Econômico das Américas, Guillaume Faury se diz decepcionado com a falta de apoio do governo canadense a aviação. Relatou ainda que as companhias enfrentam dificuldades e precisam de ajuda, recentemente a Air Canada cancelou 21 pedidos para o Airbus A220.

Deixamos bem claro para o governo que acreditamos que somos um setor importante e se eles querem que a aviação cresça e atue no Canadá, é importante que, nesses momentos difíceis, as companhias aéreas e a indústria aeroespacial tenham apoio.” Disse o CEO.

Além dos cancelamentos recentes, a Air Canada postergou a entrega de algumas aeronaves da Airbus. A companhia canadense justificou o atual momento critico como fator principal para esses cancelamentos.

Um dos pontos levantados pelo governo que dificulta o apoio financeiro as empresas é a questão do reembolso de passagens. As companhias canadenses oferecem vouchers a passageiros que tiveram seus voos cancelados. Segundo o Ministro dos Transportes do Canadá Marc Garneau, as companhias precisariam rever as questões de reembolso.

Durante uma entrevista o Ministro de Assuntos Intergovernamentais, Dominic Leblanc, afirmou que a população era contra o governo entregar um “cheque em branco” para as empresas. Um abaixo-assinado foi feito com mais de 100 mil assinaturas em prol do governo obrigar as companhias a realizarem um reembolso completo. 

No final do mês de novembro, o governo canadense anunciou que estaria disposto a investir cerca de US$ 980 milhões com os aeroportos. Mesmo se referindo aos aeroportos, o governo não disse nada sobre como faria um aporte as companhias aéreas.


O Governo canadense tem um pacote de ajuda econômica que oferece subsídios salariais para empresas canadenses, o que inclui também as companhias aéreas. Em subsídios foram repassados cerca de US$ 1,4 bilhão para as companhias aéreas para evitar demissões e atrasos salariais. 

Segundo a Ministra das Finanças e Vice-Primeira-Ministra, Chrystia Freeland, afirmou que mais de US$ 1,2 bilhão será dedicado a aporte financeiro para a aviação. O impasse sobre o reembolso continua, e se tornou o único entrave para as empresas aéreas não receberem o aporte financeiro do governo. 

 

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