A Airbus está pensando em iniciar estudos para criar uma versão de tamanho maior na família A220, que foi inicialmente projetada pela Bombardier como CSeries, até a Airbus comprar uma participação majoritária no projeto.

“É muito provável que, uma vez que a A220 tenha feito o ramp up, seja economicamente viável, poderemos investir ainda mais, que isso vai acontecer”, disse da divisão de aeronaves comerciais da Airbus, Guillaume Faury. “Uma vez que este sucesso esteja em curso, seria hora de olhar para o que fazemos para o produto.”

De acordo com Faury, a empresa está se concentrando primeiro em aumentar a produção do A220, com suas linhas de produção de Mobile, que teve as construções iniciadas ontem (16/01), e também em Mirabel.

O Airbus A220 já tem uma variante capaz de transportar 160 passageiros em classe única, quase a capacidade máxima do A320neo (189 passageiros com o interior especial), e superior ao A319neo.

Enquanto os aviões regionais cresceram de tamanho com a última geração, como a expansão de fuselagem do E195, resultando na sua capacidade máxima alterada de 124 assentos para 146, a Bombardier seguiu a mesma filosofia e já projetou o CSeries como um avião maior, com configuração 2-3 na classe econômica e capacidade para até 160 assentos na versão CS300, atualmente chamada de A220-300.

No projeto da Bombardier também estava uma possível versão CS500, de maior capacidade que a CS300 (atual A220-300). Uma expansão de 3 a 4 metros na fuselagem do A220 seria suficiente para colocar o avião na capacidade máxima de 190 passageiros, sem comprometer tanto o peso da aeronave.

Mesmo crescendo de tamanho, a diferença de peso é grande o suficiente entre uma aeronave de nova geração, como a linha A220, e a antiga geração da Airbus mas com motores novos, o A319neo. Um A220-300 tem seu peso operacional de aproximadamente 37 toneladas, enquanto o A319neo pesa 42,6 toneladas.


Uma versão de fuselagem expandida do A220 seria diretamente uma substituta do A320neo no mercado, provavelmente com uma eficiência muito maior no consumo de combustível. Apesar dessa iniciativa, a Airbus ainda está encorajada nos seus estudos recentes para criar um novo avião no mercado narrowbody, e continuar liderando nesta parte do mercado de aviões comerciais (clique aqui para saber mais).

 

Via – FlightGlobal

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