Ontem, logo após a conclusão do voo, postamos aqui sobre o marco inédito da Qantas, a companhia aérea australiana que está com um projeto para realizar voos diretos de Sidney para Nova York e Londres.

Mas horas depois a Qantas revelou diversos detalhes sobre esse voo especial, que serviu também como experimento com passageiros e tripulantes.

Pilotos usam “touca” especial que mede as atividades cerebrais, gravando em um dispositivo externo para análise de médicos após o voo.

No cockpit, os pilotos utilizam um dispositivo especial que avalia a atividade cerebral dos tripulantes, incluindo o nível de atenção e melatonina. Foram 4 pilotos que levaram esse voo durante as 19 horas e 16 minutos, fora o período de preparação e configuração da aeronave, além dos períodos finais em solo, já em Sidney.

Já os passageiros tiveram uma alimentação leve e saudável, ao longo das quase 20 horas de voo, e em determinadas horas fizeram uma espécie de alongamento.

Com 236 assentos no interior, sendo 42 na Business Class e 28 na Premium Economy, mas transportando somente 40 passageiros, logicamente se você fosse um desses passageiros poderia escolher o melhor lugar para tirar algumas horas de sono, durante o voo.

A iluminação da cabine e as refeições a bordo também foram ajustadas de maneiras que devem ajudar a reduzir o jetlag, de acordo com pesquisadores e cientistas médicos que fizeram parceria com a Qantas.

Refeição saudável faz parte do cardápio.

Foram 15 fusos que a aeronave cruzou durante o voo, porém do horário de Nova York para o pouso em Sidney, é equivalente a passagem de 10 horas, mas foram 19 horas de voo, ou seja, o corpo do passageiro precisa se adaptar a essa diferença de fusos.


*A aeronave decolou sexta-feira (18/10) às 21h00 de Nova York, pousando às 07h30 deste domingo em Sidney, na Austrália. Os horários são locais.

“Os voos noturnos geralmente começam com o jantar e depois se apagam. Neste voo, começamos com o almoço e mantivemos as luzes acesas pelas primeiras seis horas, para coincidir com a hora do dia em nosso destino. Isso significa que você começa a reduzir o jetlag imediatamente”, disse o CEO da Qantas, Alan Joyce.

Chegando em Sydney, o CEO da Qantas Group, Alan Joyce, disse: “Este é realmente um primeiro passo significativo para a aviação. Felizmente, é uma prévia de um serviço regular que irá acelerar a maneira como as pessoas viajam de um lado do globo para o outro.”

“Sabemos que os voos de longo curso representam alguns desafios extras, mas isso acontece sempre que a tecnologia nos permite voar mais longe. A pesquisa que estamos fazendo deve nos dar melhores estratégias para melhorar o conforto e o bem-estar ao longo do caminho.”

Para a Qantas, o voo direto deve ser uma realidade já em 2023 para a companhia, isso apresenta uma economia de três horas para os passageiros e tripulantes, visto que anula a necessidade de escalas de reabastecimento para os passageiros.

“O que já está claro é quanto tempo você pode economizar. Nosso serviço regular de Nova York para Sydney (QF12) decolou três horas antes do nosso voo direto, mas chegamos alguns minutos à frente, o que significa que economizamos uma quantidade significativa de tempo total de viagem por não ter que parar”, acrescentou Sr. Joyce.

O capitão da Qantas, Sean Golding, que liderou os quatro pilotos que operam o serviço, disse: “O voo foi realmente tranquilo. Os ventos contrários aumentaram da noite para o dia, o que nos desacelerou no início, mas isso fazia parte do planejamento do voo. Dado o tempo em que estávamos no ar, conseguimos otimizar a trajetória de voo para tirar o melhor proveito das condições.”

Tripulação do voo.

“Tínhamos muito interesse dos controladores de tráfego aéreo ao atravessarmos o espaço aéreo diferente devido à singularidade deste voo. Também recebemos um aviso especial das torres de controle em Nova York e Sydney, algo que você não recebe todos os dias.”

“No geral, estamos muito felizes com o andamento do voo e é ótimo ter alguns dados necessários para ajudar a avaliar a transformação disso em um serviço regular”, disse o capitão Golding, que ressaltou a autonomia da aeronave nessas condições.

Em um voo de 20 horas um Boeing 787-9 pode decolar com 126 mil litros de querosene, ou 101 mil quilos se você preferir.

Mais dois voos de pesquisa estão planejados como parte das avaliações do Project Sunrise, um de Londres para Sydney em novembro, e outro de Nova York para Sydney em dezembro. As emissões de CO2 de todos os voos de pesquisa serão totalmente compensadas pela Qantas.

A Qantas não divulgou resultados dessa pesquisa, mas declara que está apenas fazendo ajustes para possibilitar voos diretos e mais confortáveis para os passageiros, e que esse tipo de voo não altera drasticamente a saúde de um ser humano.

 

Veja a decolagem do Aeroporto JFK, em Nova York:

 
 
 
 
 
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Veja o pouso em Sidney:

 
 
 
 
 
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