Aviação comercial brasileira adere aos compromissos anunciados pela IATA na pandemia do Covid-19

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR), integrada por GOL, LATAM e VOEPASS/MAP, aderiu aos compromissos anunciados nesta semana pela Associação Internacional do Transporte Aéreo (IATA, da sigla em inglês), para que a aviação comercial possa reconectar o tráfego aéreo global, durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

“Os princípios propostos pela IATA são essenciais para a retomada do setor daqui para a frente. É fundamental que exista um alinhamento internacional neste cenário, principalmente do ponto de vista da segurança sanitária, para que o passageiro se sinta seguro ao voar, para que mais destinos sejam atendidos e mais pessoas voltem a viajar. Dessa forma, a aviação será crucial para a retomada do crescimento econômico em escala global”, diz o presidente da ABEAR, Eduardo Sanovicz.

“A declaração desses princípios é muito importante porque demonstra a unidade de propósito e compromisso das empresas aéreas em trabalhar com todas as partes interessadas para reconectar com segurança nosso mundo. Enquanto a pandemia continua, as bases para a retomada da indústria estão sendo estabelecidas por meio de uma estreita colaboração com os Governos, Organização de Aviação Civil Internacional (OACI), Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras partes. Se formos bem-sucedidos, a aviação trará grandes benefícios para solução dos desafios impostos pelo COVID-19 pois um mundo reconectado é um dos pilares para a recuperação econômica”, diz o diretor da IATA no Brasil, Dany Oliveira.

Abaixo, os cinco compromissos anunciados:

1. A aviação sempre colocará a segurança em primeiro lugar: as empresas aéreas se comprometem a trabalhar com nossos parceiros nos Governos, instituições e em todo o setor para:
• Implementar um regime de biossegurança baseado em ciência que mantenha nossos passageiros e tripulação seguros, permitindo operações eficientes.
• Assegurar que a aviação não seja uma fonte significativa para a disseminação de doenças transmissíveis, incluindo o COVID-19.

2. A aviação responderá de forma flexível à medida que a crise e a ciência evoluírem: as empresas aéreas comprometem-se a trabalhar com nossos parceiros nos Governos, instituições e em todo o setor para:
• Utilizar novas ciências e tecnologias à medida que se tornem disponíveis, por exemplo, soluções confiáveis, escaláveis e eficientes para testes COVID-19 ou passaportes de imunidade.
• Desenvolver uma abordagem previsível e eficaz para gerenciar quaisquer futuros fechamentos de fronteiras ou restrições de mobilidade.
• Assegurar que as medidas sejam cientificamente apoiadas, economicamente sustentáveis, operacionalmente viáveis, continuamente revisadas e removidas/substituídas quando não forem mais necessárias.

3. A aviação será um dos principais impulsionadores da recuperação econômica: as empresas aéreas comprometem-se a trabalhar com nossos parceiros nos Governos, instituições e em todo o setor para:
• Restabelecer a capacidade que possa atender às demandas da recuperação econômica o mais rápido possível.
• Assegurar que um transporte aéreo acessível estará disponível no período pós-pandemia.


4. A aviação cumprirá suas metas ambientais: as empresas aéreas se comprometem a trabalhar com nossos parceiros nos Governos, instituições e em todo o setor para:
• Alcançar nossa meta de longo prazo de redução das emissões líquidas de carbono para metade dos níveis de 2005 até 2050.
• Implementar com sucesso o Esquema de Compensação e Redução de Carbono para a Aviação Internacional (CORSIA).

5. A aviação operará de acordo com padrões globais harmonizados e mutuamente reconhecidos pelos governos: As empresas aéreas comprometem-se a trabalhar com nossos parceiros nos Governos, instituições e em todo o setor para:
• Estabelecer os padrões globais necessários para um reinício efetivo da aviação, baseando-se, particularmente, em fortes parcerias com a Organização Internacional de Aviação Civil (OACI) e a Organização Mundial de Saúde (OMS).
• Assegurar que as medidas acordadas sejam efetivamente implementadas e reconhecidas mutuamente pelos Governos.

 

Via – ABEAR

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