Azul

A Azul Linhas Aéreas declarou hoje (29/04), em um comunicado ao mercado financeiro dos Estados Unidos, que realmente recebeu avisos de inadimplência no pagamento de leasings de alguns aviões.

De acordo com a companhia, por enquanto não há ações de retomada dos aviões, mas a companhia disse que ainda está negociando acordos com essas empresas, e que poderá obter “acordos satisfatórios”.

A Azul, a 3ª maior companhia aérea do país, está contando com a assessoria financeira do escritório Galeazzi e Associados, para renegociar suas dívidas e pagamentos com credores e fornecedores.

De acordo com o escritório, em uma matéria publicada pelo O Estadão, o foco nessa “ajuda” é renegociar compromissos da Azul para esses e os próximos anos, no valor de R$ 15 bilhões. A Azul ainda contratou o Itaú BBA como assessor financeiro nas negociações.

A companhia deve readequar seus custos fixos e variáveis, no curto e médio prazo, para contornar a crise e conseguir seguir com suas operações e investimentos em renovação de frota.

A Azul saiu de uma média de 900 voos por dia para apenas 70 nesta crise, a redução da receita já é clara, mas a companhia diz que tem caixa para contornar esse período, além de já ter realizado uma redução de custos para preservar as operações.

A companhia disse que já tinha um contrato e relacionamentos com o Galeazzi e Associados, mesmo antes da crise, e agora o escritório deve ajudar no processo de recuperação da empresa.


Para apoiar na estratégia do plano de frota da Azul e no relacionamento com fabricantes e empresas de arrendamento de aeronaves, a Companhia contratou a Plane View Partners, consultores de aviação. Os escritórios de advocacia Pinheiro Neto e TWK irão auxiliar a Azul nas negociações comerciais.

 

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