Boeing estuda ampliar produção do 747-8F, para entregar as últimas aeronaves

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A Boeing está curiosamente pensando em ampliar a produção do Boeing 747, pelo menos para fabricar as últimas unidades do quadrimotor o quanto antes, visto que a principal fornecedora de componentes quer cancelar a produção de peças par ao 747.

A produção do Boeing 747 deveria ser finalizada em 2022, de acordo com dados anteriores da Boeing. Ainda há 13 pedidos de aviões 747 Cargueiros para entrega, e a taxa de produção de uma aeronave a cada dois meses deveria garantir as entregas lentas do jumbo.

No entanto, a Boeing não preparou um fim definitivo para o programa, apesar da última encomenda ser de 2018, mas a decisão recente da Triumph, a fornecedora de componentes do 747, pode mudar todo esse cenário.

Boeing 747-8F da UPS, maior cliente do cargueiro.  Foto – Boeing/Divulgação

De acordo com alguns documentos encaminhados pela Triumph à Boeing, há uma pressão da fornecedora pelo cancelamento do programa do 747, onde a Boeing pode deixar de receber novas encomendas, e deve acelerar a produção as últimas aeronaves, mesmo que essas precisem ser armazenadas até a entrega definitiva.

A Triumph já adiantou para o mercado financeiro que neste ano deve produzir os últimos componentes para o 747, deixando a Boeing com um estoque suficiente para terminar a produção das aeronaves encomendadas. Então, a Triumph vai encerrar a linha de produção de peças do 747, forçando o cancelamento do programa por parte da Boeing.

O Boeing 747-8F tem um relativo sucesso no mercado de cargas, em parte por não enfrentar concorrentes na faixa de 140 toneladas de capacidade de transporte.

O maior cargueiro produzido atualmente é o Boeing 747-8F, seguido pelo 777F que pode transportar até 109 toneladas.


 

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