Boeing inicia preparação para certificar novamente o 737 MAX

Boeing 737 MAX
Foto - Divulgação

A Boeing obteve a primeira certificação do 737 MAX em 2017, após pouco mais de um ano realizando voos de testes. Apesar disso, o novo avião da fabricante norte-americana demonstrou ser não confiável, após dois acidentes que mataram todos os 346 passageiros.

Logo após o segundo acidente, em março de 2019 com uma aeronave da Ethiopian Airlines, a frota mundial do 737 MAX foi totalmente paralisada. Logo após, a Boeing começou a trabalhar em ritmo acelerado na atualização do sistema MCAS, em desenvolvimento desde meados de 2018, após o problema ser identificado antes do primeiro acidente.

Desde a paralisação de todos os mais de 370 aviões então produzidos, a Boeing enfrentou uma grande crise operacional e financeira. O produto mais vendido da empresa não poderia ser entregue aos clientes, e mesmo assim a produção continuava, e o espaço para estocar os aviões produzidos era cada vez menor.

Mas depois de quase 15 meses no chão, a Boeing agora iniciou as atividades para certificar o 737 MAX. Fontes do setor apontam que nesta próxima semana a Boeing vai fazer uma série de voos de re-certificação, com a presença da FAA a bordo do novo avião.

Ao todo serão dois ou três dias realizando voos com um protótipo do 737 MAX 7, uma aeronave experimental. Nesses voos, a equipe da Boeing e da FAA trabalhará bastante nas novas características do MCAS, o polêmico sistema de correção automática.

Vale ressaltar que este voo de teste não garante imediatamente a certificação, visto que primeiramente a Boeing precisa cumprir os requisitos. E mesmo que nesses voos o 737 MAX não apresente problemas, e tenha uma performance perfeita, a certificação da FAA só deverá sair em setembro.

Depois da FAA certificar o 737 MAX, a Boeing ainda precisará enfrentar outras agências regulamentadoras. Estas podem dificultar ainda mais o retorno do 737 MAX em outros países, pelos rígidos critérios aplicados e pelos outros problemas do MAX que precisar de solução.


A expectativa, no entanto, é que o 737 MAX esteja disponível para as companhias aéreas até o final de 2020. O retorno da aeronave da Boeing pode ajudar algumas empresas na recuperação da oferta, no período pós-crise.

 

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