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Caças Kfir serão operados pela Colômbia até 2024

Caças IAI Kfir da Força Aérea da Colômbia voam sobre o país durante o Exercício Relampago VI. Foto: Airman Duncan C. Bevan/USAF.
Caças IAI Kfir da Força Aérea da Colômbia voam sobre o país durante o Exercício Relampago VI. Foto: Airman Duncan C. Bevan/USAF.

Os caças israelenses IAI Kfir serão operados pela Força Aérea Colombiana (FAC) até o final de 2024. O fabricante vai realizar os serviços de manutenção, contratados pela própria Colômbia por meio do Ministério da Defesa. 

A assinatura do contrato entre a FAC e a Israel Aerospace Industries ocorreu no final de dezembro passado, dias depois que Bogotá revelou ter pré-selecionado o francês Dassault Rafale como substituto do Kfir, principal aeronave de combate do país.

O contrato avaliado em US$ 5.8 milhões determina que a IAI vai realizar manutenções programadas e não-programadas de Tipo I e II nos 19 Kfir COA, incluindo inspeções semanais, mensais e especiais de 25, 70 e 425 horas de voo, bem como a revisão nos motores General Electric J79-GE-J1EQD. Também está inclusa a resolução de problemas que surgirem na própria linha de voo. 

Colômbia FAC IAI Kfir caças

Caças IAI Kfir formam a linha de frente da Força Aérea Colombiana. Apesar de modernizados, são plataformas antigas. Foto: FAC.

O documento ainda estipula um mínimo de 487 horas de voo anuais para a frota Kfir da FAC, com um possível acréscimo de 105 horas se necessário. Os trabalhos serão conduzidos na própria sede dos Kfir colombianos, a Base Aérea Germán Olano, em Puerto Salgar, região central do país. 

O mais recente acordo é, na verdade, uma renovação do contrato com a IAI, que já realiza a manutenção periódica dos Kfir desde 2016. Antes disso, a FAC perdeu quatro aviões em acidentes diversos e optou por contratar a fabricante para estes serviços. Desde então, nenhum outro acidente foi registrado.

A Força Aérea da Colômbia está num longo processo de substituição dos IAI Kfir, que já passa dos dez anos. O modelo isralense, baseado no francês Mirage 5, passou por uma extensa modernização concluída em 2017, que incluiu a integração de armas mais novas na forma dos mísseis Python V e I-Derby ER e as bombas inteligentes Spice.

Um Boeing 737, no meio, é escoltado pro quatro caças IAI Kfir, em imagem vista de baixo pra cima com céu e nuvens no fundo. As aeronaves pertencem à Colômbia. Foto: Força Aérea Brasileira/EDA

Boeing 737 da FAC é escoltado pelos Kfir. Foto: Força Aérea Brasileira/EDA

Os Kfir ainda receberam o radar de varredura eletrônica ativa (AESA)  ELTA EL/M-2052, tornando eles os primeiros aviões de caça da América do Sul a serem equipados com esse tipo de sensor, seguidos pelos F-39 Gripen da Força Aérea Brasileira.  Apesar da atualização, os Kfir colombianos já estão no final de sua vida útil e precisarão dar baixa logo. A Força Aérea ainda considerou desativar os jatos no final de 2022. Todavia, sem um substituto para o modelo, a FAC ficou sem qualquer opção que não fosse manter os aviões. 

Em dezembro o governo colombiano surpreendeu ao anunciar que havia escolhido o Rafale, contrariando todas as expectativas que apontavam o Saab Gripen E e o Lockheed Martin F-16 Block 70 como favoritos. No entanto, em uma nova reviravolta, Bogotá alegou que não chegou a nenhum acordo, nem com a Dassault ou a Saab, e que a decisão foi novamente postergada para 2023. 

Com informações de Infobae

 

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Estudante de Jornalismo na UFRGS, spotter e entusiasta de aviação militar.