A Força Aérea Brasileira (FAB) emprega, a partir de hoje (24/08), duas aeronaves C-130 Hércules no combate aos focos de incêndio na Amazônia, partindo de Porto Velho (RO).

As aeronaves são operadas pelo Primeiro Esquadrão do Primeiro Grupo de Transporte (1º/1º GT), atualmente sediado na Ala 11, no Rio de Janeiro (RJ). A FAB integra o esforço conjunto, coordenado pelo Ministério da Defesa, no combate aos incêndios que atingem a região Amazônica.

O C-130 conta com o sistema chamado MAFFS, do inglês Modular Airborne Fire Fighting System. O equipamento é composto por cinco tanques de água, dois tubos que se projetam pela porta traseira do avião e pode levar até 12 mil litros de água.

Para realizar corretamente a missão, o avião tem que sobrevoar a área do incêndio numa altitude de 150 pés (46 metros de altura) e acionar o equipamento. O lançamento, por meio de pressão, dura sete segundos e a própria inércia se encarrega de espalhar o líquido sobre o fogo numa linha de 500 metros. Após o lançamento, a aeronave volta para base, onde recebe um novo carregamento de água. 

O fogo já atinge uma extensa área da Floresta Amazônica, afetando também o Cerrado, e está espalhado por três países. Na Bolívia, onde o problema tem proporções maiores, um Boeing 747-400 Supertanker está sendo utilizado para o combate aos incêndios, ele tem capacidade para até 72000 litros de água e retardante de chamas.

Os C-130 da FAB já participaram de um importante combate ao incêndio de grandes proporções que ocorreu em 2017 na Chapada dos Veadeiros.