Concorrente do 737 e do A320, Comac C919 está próximo de ser certificado

COMAC C919
Aeronave Comac C919

O novo avião chinês, o Comac C919 está se aproximando de sua certificação operacional, o projeto se tornou concorrente dos principais aviões, Airbus A320 e Boeing 737. Desde o inicio de seu projeto, o C919 atraiu principalmente o interesse das companhias aéreas da China.

A Comac está se preparando para encarar o duopólio que Airbus e Boeing tem tido ao longo dos anos para aviões médios e grandes. A fabricante chinesa está lançando o C919 para concorrer com aviões médios e o C929 para concorrer com as aeronaves maiores das fabricantes.

O C919 teve seu primeiro voo de testes em 2017 e com isso era esperado que o avião pudesse entrar em operação em 2020. Entretanto, o programa sofreu diversos contratempos que ocasionaram o atraso no cronograma de voos de testes. O 6º protótipo construído realizou seu primeiro voo apenas em dezembro de 2019.

Segundo a Reuters, a Administração de Aviação Civil da China emitiu uma autorização de inspeção de tipo para o C919. Com isso, nenhuma alteração poderá ser feito na aeronave de agora em diante. Com a inspeção começa a se estabelecer as bases dos voos de teste para certificação da aeronave.

A Comac espera receber o certificado de aeronavegabilidade em 2021 e a partir dai entregar suas aeronaves as companhias que o encomendaram. Mesmo com a certificação, é necessário que outros países possam realizar o mesmo processo para poder operar a aeronave fora da China.

Foto – Bill Larkins

Há uma expectativa grande para que o C919 possa fazer frente ao Airbus A320 e o Boeing 737, quebrando o duopólio dessas aeronaves. Até o momento a empresa de leasing GECAS fez um pedido firme para 10 aeronaves. O restante foram pedidos apenas em entregas no território chinês.

Em 2011 a Ryanair anunciou um memorando de interesse em operar o C919 com capacidade para 200 passageiros. Desde então, não se ouve falar muito sobre o interesse da companhia de baixo custo, especialmente agora com a volta do Boeing 737 MAX no qual a companhia tem encomendas para o MAX 8 e MAX 200.


“Todas as companhias aéreas e clientes precisam ver o surgimento de um terceiro fabricante para substituir McDonnell Douglas e os chineses seriam uma adição muito bem-vinda”. Disse Michael O’Leary.

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