F-15EX Eagle II em voo. Foto: Tech Sgt John McRell/USAF.

Os dois novos caças F-15EX Eagle II da Força Aérea dos EUA estão passando pelas primeiras missões de testes operacionais. Os voos foram realizados entre os dias 18 e 25 de outubro, junto de caças F-15C Eagle e F-15E Strike Eagle a partir da Base Aérea de Nellis, ao lado de Las Vegas. 

“Nunca fizemos testes operacionais completos e em grande escala com o F-15EX, porque ele só está nas mãos da Força Aérea dos Estados Unidos há seis meses”, disse o Tenente Coronel Kenneth Juhl, testador do F-15 no Centro de Avaliação e Teste Operacional da Força Aérea (AFOTEC). “O fato de estarmos indo tão rápido nos testes operacionais é definitivamente devido à mentalidade ‘Acelere a mudança ou perca’ do Chefe de Estado-Maior da Força Aérea.”

Atualmente a USAF possui dois F-15EX que foram oficialmente recebidos pela instituição em abril deste ano. A nova aeronave vai substituir os F-15C/D, presentes em maior número nas Guardas Aéreas dos estados. A plataforma está prevista para se juntar ao F-35 Lightning II, F-16 Fighting Falcon e A-10 Thunderbolt II, juntamente com um futuro caça de sexta geração, o NGAD, como parte do Conceito Quatro Mais Um, que visa otimizar a frota de caças da Força Aérea. 

Bolacha da Campanha de Testes Integrados do F-15EX, usada pelo Tenente Coronel Wes Turner. Foto: William R. Lewis/USAF.

O Destacamento 6 da AFOTEC liderou o teste operacional inicial e a avaliação do F-15EX em Nellis, junto de unidades da Base Aérea de Eglin, da Guarda Aérea de Oregon, Flórida e equipes de empresas contratadas. O avião passou por uma série de testes de desenvolvimento para garantir que cumpra as especificações de construção e padrões de segurança exigidos. Também conduziu missões operacionais como parte do exercício Northern Edge no Alasca.

“O foco principal aqui é fornecer o impulso inicial para testes operacionais e avaliação para realmente avaliar a plataforma de uma perspectiva de ponta a ponta com a adição de um ambiente de ameaça robusto que temos aqui na Nellis. Dessa forma, quando escrevemos nossos relatórios de teste iniciais, estamos dando uma visão precisa para a Força Aérea de combate e a Guarda sobre o que a plataforma é capaz de quando ela inicialmente entra em campo”, disse Colton Myers, Gerente de Projeto da Força de Teste Combinada do Programa de Voo Operacional do F-15EX.

O Maj. Kevin Hand, um piloto de teste experimental e de operações do F-15EX com o Centro de Testes da Guarda Aérea Nacional e da Reserva da Força Aérea, está entre um dos pilotos que voaram várias missões diurnas e noturnas de defensive e offensive counter air (DCA e OCA) enquanto estiveram desdobrados em Nellis. “A grande coisa que estamos realmente tentando é mostrar as diferenças entre os modelos EX e C”.

Três F-15C do 123rd Fighter Squadron da Guarda Aérea Nacional de Oregon junto dos F-15EX usados pela 53rd Wing no pátio da Base Aérea de Nellis durante os testes. Foto:  William R. Lewis/USAF.

“Uma grande melhoria do EX é que ele tem um sistema de controle de voo digital, então é uma aeronave fly-by-wire, em comparação com o modelo C tradicional, que é uma aeronave hidromecânica padrão totalmente controlada pelo piloto, em comparação com agora um computador que controla o avião”, disse ele.

Além de testar operacionalmente a aeronave, o evento de duas semanas também envolve o teste do Eagle Passive Active Warning Survivability System (EPAWS), nova suíte de guerra eletrônica produzida pela BAE Systems. 

“O sistema EPAWS é o ataque eletrônico avançado de próxima geração, bem como o sistema de proteção eletrônica que o EX e o Strike Eagle estão testando e desenvolvendo e, esperançosamente, usarão em um futuro relativamente próximo”, disse Hand. “Isso nos dará a capacidade de essencialmente entrar em algumas dessas ameaças mais avançadas ou situações de negação aérea em que agora podemos nos proteger e interferir sistemas eletrônicos no nosso caminho.”

O Tenente Coronel Juhl disse que Nellis é o melhor lugar para fazer os testes operacionais porque oferece o melhor estande de treinamento ar-ar e terra-ar e fornece os dados de maior fidelidade no backend para poder saber se os sistemas funcionaram. “Muitas vezes, vamos lá como pilotos e achamos que o avião funciona bem como deveria, mas nos bastidores, investigamos um pouco da instrumentação e não era exatamente o que lembrávamos”, disse ele. “De vez em quando, precisamos que o pessoal da instrumentação nos ajude com o que realmente está acontecendo.”

Dois F-15E Strike Eagle e dois F-15EX Eagle II no pátio da Base Aérea de Nellis. As aeronaves estão equipadas com a suíte EW EPAWSS da BAE Systems, identificada pelas antenas instaladas na cauda, ao lado dos motores. Foto: William R. Lewis/USAF,

“O complexo de treinamento de Nellis oferece a capacidade de não apenas ter um feedback instantâneo de como os aviões se saíram, mas também extrair os dados para poder analisá-los em detalhes muito próximos, para ter certeza de que era isso que estava acontecendo, ou ainda melhor, ser capaz de encontrar os problemas que tínhamos e usar esses dados para encontrar as correções e implementá-las o mais rápido possível”, acrescentou Hand.

Após os testes na Base Aérea Nellis, Myers disse que os aviões retornarão à Base Aérea Eglin para mais testes de desenvolvimento. “Temos feito testes de desenvolvimento nos últimos meses que antecederam esse evento, que tem um foco mais operacional”, disse ele. 

“Faremos a transição de volta para os testes de desenvolvimento no restante deste ano e no próximo ano, à medida que continuamos a testar a capacidade adicional da plataforma para incluir as estações de armas adicionais e atualizações adicionais do Programa de Voo Operacional.”

Um F-15C da Guarda Aérea Nacional de Oregon taxia junto de um F-15EX Eagle II da 53ª Ala da Base Aérea de Eglin durante os testes operacionais do novo caça na Base Aérea de Nellis. O F-15C está carregando um pod IRST Legion. Foto: William R. Lewis/USAF.

Juhl afirmou que, após os próximos testes, os F-15EX devem participar de exercícios como o Red Flag, realizado na própria Base de Nellis. “Quanto mais situações pudermos colocar neste avião, melhores serão as informações que aprendemos. Essa integração é provavelmente a coisa chave na Força Aérea, para ser capaz de fazer vários tipos diferentes de caças trabalharem juntos, para ser uma força mais formidável”, disse o aviador.

DEIXE UMA RESPOSTA