trem maglev
*A imagem em destaque é somente uma piada.

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Um novo trem de altíssima velocidade foi lançado neste semana na China, prometendo ser uma revolução nas viagens de alta velocidade.

A composição de 21 metros de comprimento, que pode ser expandida no futuro, impressiona pela capacide de atingir uma velocidade de 620 km/h, praticamente não disponível nos trens em operação atualmente.

A intenção da China é utilizar esses novos trens, que trazem uma tecnologia diferenciada, para conseguir otimizar o transporte entre as cidades do país, geralmente com populações na casa das centenas de milhares ou milhões de pessoas. Vale ressaltar que atualmente a China tem 37,9 mil km de ferrovias de alta velocidade em funcionamento.

O novo trem utiliza a famosa tecnologia Maglev, de levitação magnética, que possibilita atingir essa altíssima velocidade para um veículo terrestre. Nesta a composição de 21 metros flutua acima de uma plataforma com ímãs supercondutores, e praticamente “voa” sem asas enquanto se desloca.

O avanço das tecnologias dos trens do tipo Maglev pode ser uma real ameaça para os voos de curta ou média distância, geralmente domésticos, em países ou continentes de alta densidade.

Para efeito de comparação, esse novo trem apresentado pela China, que ainda está em fase de protótipo, tem uma velocidade maior do que aviões turboélice, como ATR e o Q400.

Além disso, a facilidade de uso desses trens pode até mesmo substituir a operação de aeronaves a jato, como o Boeing 737 e o Airbus A320. Estes dois aviões, utilizados em larga escala por várias companhias aéreas, conseguem atingir cerca de 820 km/h, quando em voo de cruzeiro.

Além disso, o Maglev utiliza somente energia elétrica para o seu funcionamento, e exceto pela complexidade tecnológica atual, não há muitas partes móveis para realizar o seu deslocamento.

 

O protótipo e a tecnologia

Como ressaltamos antes, esse projeto está apenas em fase de desenvolvimento no momento, e a implementação dos Maglevs no mundo está apenas no início, mas é promissora. Na China já há linhas em funcionamento, e no Japão já estão desenvolvendo o uso desta tecnologia.

Na cerimônia de lançamento, a locomotiva prateada e preta de 21 metros de comprimento foi vista flutuando lentamente ao longo dos “trilhos”, que tinham 165 metros de comprimento.

Envolvendo um investimento inicial de 60 milhões de yuans (US$ 9,3 milhões), o projeto HTS maglev foi desenvolvido em conjunto pela Southwest Jiaotong University, China Railway Group Limited e CRRC Corporation Limited.

A aposta é que daqui alguns bons anos essa tecnologia esteja pronta para substituir os atuais trens de alta velocidade, que utilizam trilhos para se deslocar, bem como suceder a tecnologia alemã EMS, atualmente utilizada na China.

Como destaque da tecnologia HTS, está a capacidade de atingir altas velocidades, e realmente substituir os aviões em rotas de curta e média duração.

Em comparação com outras tecnologias maglev, a tecnologia HTS é mais adequada para o conceito futurista de transporte super rápido em tubos de vácuo, como os lançados pelo Elon Musk, onde os trens podem atingir velocidades de mais de 1000 km/h, de acordo com especialistas.

“A tecnologia HTS pode fazer o trem flutuar sem eletricidade e pode ser movido com apenas uma mão”, disse Deng. No local, um repórter conseguiu mover a locomotiva de 12 toneladas com um dedo.

O uso sem eletricidade, no entanto, é restrito somente a um ambiente com vácuo. Por agora esse tipo de trem funciona apenas em ambientes externos e túneis, sempre submetido à pressão atmosférica do ar.

Na França o governo local pediu neste ano para a Air France substituir rotas de curta distância por trens de alta velocidade, em mais uma restrição na emissão de CO2, mas que na verdade foi consequência de um empréstimo.

Alguns meses atrás a LATAM fez uma parceria com outra empresa, que transporta passageiros em trens de alta velocidade dentro da Alemanha.

Realmente parece que essa tecnologia é bastante promissora para um futuro no médio ou longo prazo, e pode afetar o mercado de aviação em vários países.

 

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*A imagem em destaque é somente uma piada.

Informações de Xinhua News.

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