Boeing 777 American Airlines

A FAA (Administração Federal de Aviação dos EUA) emitiu uma diretriz de aeronavegabilidade (AD) recentemente, desta vez solicitando que as operadoras do Boeing 777 modifiquem os programas de inspeção dos tanques de combustível da aeronave.

De acordo com a FAA, inspeções detectaram que os tanques de combustível oferecem risco de ignição, se houver fios desencapados presentes. Por este motivo, os técnicos de manutenção precisarão instalar coberturas de Teflon nos pacotes de fios que são instalados nos tanques, para evitar qualquer risco de criação de faísca no interior do tanque.

Ao todo 282 aeronaves precisarão passar pelas inspeções e possíveis correções nos Estados Unidos, de acordo com a FAA. O custo por avião é de aproximadamente US$ 50 mil, causando um impacto de 14 milhões de dólares para as companhias aéreas.

A diretriz da FAA segue, com algumas atualizações, um boletim da Boeing lançado em agosto de 2021. Este também pede que as companhias aéreas inspecionem e “vedem” os fixadores “no tanque de combustível central, nos tanques de combustível principais esquerdo e direito e na parte lateral direita do tanque de combustível central”.

As companhias aéreas tem 60 dias após a entrada em vigor da diretriz para adotar o novo programa de inspeção, e até 60 meses para fazer os reparos.

Além disso, o recente DA emitido pela FAA tornou o boletim da Boeing um item obrigatório de inspeção de manutenção de todos os 777. O objetivo é evitar um incidente como do voo 800 da TWA, que ocorreu com um 747-100, onde a mistura de ar-combustível no tanque, combinada com uma centelha elétrica, possibilitou que uma explosão ocorresse no interior do tanque central de combustível.