FAA quer multar a Boeing em US$ 1,25 milhão

A Federal Aviation Administration (FAA) divulgou ontem (07/08) que estuda duas sanções civis contra a fabricante Boeing. Ao todo, os valores das multas chegam a US$ 1,25 milhões, a FAA alega que são multas com relação as violações da empresa americana em desempenhar funções em nome da administradora.

Em comunicado, a FAA disse que a Boeing que os gerentes da Boeing exerceram pressão indevida ou interferiram no trabalho de seus designados na fábrica do fabricante na Carolina do Sul.

“O programa da ODA autoriza a Boeing a executar funções aprovadas em nome da FAA, incluindo inspeção de aeronaves e emissão de certificados de aeronavegabilidade”, afirmou a FAA, conforme comunicado.

“Entre novembro de 2017 e julho de 2019, os funcionários de duas unidades da APD reportaram aos gerentes que não estavam em cargos de gerência aprovados da APD. A Boeing falhou em garantir que os administradores da ODA estivessem em posição de representar efetivamente os interesses, alega a FAA”, completou.

Esta sanção que é a maior multa equivale a US$ 1.066.655. Esse valor refere-se à alegação de que a Boeing implementou uma estrutura imprópria do seu programa de Autorização de Designação da Organização (ODA), aprovado pela FAA.

A segunda sanção é de US$ 184.522 e esta penalidade se refere a alegações de que a Boeing não seguiu os processos de controle de qualidade em 26 de fevereiro. A fabricante supostamente sujeitou os membros da ODA a pressão indevida ou interferiu na inspeção de aeronavegabilidade de uma aeronave Boeing 787-9.

Apesar desses incidentes no entanto a FAA afirma que os membros da unidade da ODA cumpriram suas responsabilidades de garantir que os aviões estavam em conformidade e em condições de operação segura antes da emissão de seus certificados de aeronavegabilidade. 


A autoridade afirma que depois de receber cartas de execução, a Boeing tem 30 dias para responder.

 

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