Aviação sustentável Aeroportos IATA

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA – International Air Transport Association) pediu aos governos que adotem uma Meta Razoável de Longo Prazo para descarbonizar a aviação na 41ª Assembleia da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), que será realizada entre os dias 27 de setembro e 7 de outubro deste ano.
 

O pedido foi feito durante a 78ª Assembleia Geral Anual da IATA (AGM) e na Cúpula Mundial do Transporte Aéreo (WATS), onde as companhias aéreas estão traçando o caminho para o compromisso assumido pelo setor de zerar as emissões líquidas de carbono até 2050, em alinhamento com a meta de reduzir 1,5°C definida no Acordo de Paris.
 

“A descarbonização da economia global exigirá investimentos de todos os países e por várias décadas, principalmente para deixar de usar combustíveis fósseis. Para isso, a estabilidade das políticas conta muito. Na Assembleia Geral Anual da IATA realizada em outubro de 2021, as companhias aéreas associadas à IATA tomaram a importante decisão de assumir o compromisso de atingir zero emissão líquida até 2050. Ao passarmos do compromisso para a ação, é fundamental que o setor tenha o apoio dos governos, com políticas focadas na mesma meta de descarbonização”, disse Willie Walsh, diretor geral da IATA.
 

“Alcançar zero emissão líquida será um grande desafio. A escala projetada para o setor em 2050 exigirá a mitigação de 1,8 gigatoneladas de carbono. Para atingir essa meta, será necessária a realização de investimentos em toda a cadeia de valor na casa dos trilhões de dólares. Investimentos dessa magnitude devem ter o apoio de políticas governamentais globalmente consistentes, que ajudem a concretizar a meta de descarbonização, levando em consideração os diferentes níveis de desenvolvimento, sem distorcer a concorrência”, disse Walsh.
 

“Estou otimista com o apoio dos governos para a meta do setor, com um acordo de Meta Razoável de Longo Prazo na próxima Assembleia da OACI. As pessoas querem ver a descarbonização da aviação e esperam que o setor e os governos trabalhem juntos. A determinação do setor de atingir zero emissão líquida até 2050 é séria. Como os governos explicariam aos seus cidadãos o fracasso em chegar a um acordo?” disse Walsh.
 

Dados de uma pesquisa recente da IATA mostram que melhorar o impacto ambiental das companhias aéreas é visto como uma prioridade pós-pandemia para os passageiros: 73% das pessoas questionadas querem que o setor de aviação se concentre em reduzir seu impacto climático enquanto se recuperam da crise da COVID. Dois terços das pessoas entrevistadas também acreditam que tributar o setor não ajudará a atingir zero emissão líquida mais rapidamente e expressaram preocupação com o fato de o dinheiro arrecadado não ser destinado a projetos de descarbonização.

Via: IATA