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O LMXT é baseado no A330 MRTT. (Lockheed Martin photo by Brandon Stoker)

A Lockheed Martin apresentou na sexta-feira (17) o LMXT, sua proposta para o Programa Bridge Tanker (também chamado de KC-Y) para a Força Aérea dos EUA. A aeronave é baseada no A330 Multi Role Tanker Transport (MRTT) da Airbus e é oferecida como uma solução “Construída na América, por Americanos e para Americanos”. A USAF deve adquirir 160 reabastecedores pelo Projeto KC-Y.

Em comparação com o A330 MRTT original, o LMXT traz 13 toneladas a mais de combustível, aumentando não só a quantidade de aeronaves reabastecidas em uma missão, mas também a sua própria autonomia. Além disso, o jato também terá equipamentos específicos de acordo com as necessidades da USAF, bem como uma arquitetura aberta, facilitando a integração de sistemas e demais instrumentos que os militares norte-americanos queiram integrar, incluindo o Joint All-Domain Command and Control (JADC2).

Em junho, a USAF anunciou que estava buscando reabastecedores baseados em aeronaves comerciais e que não estivessem em desenvolvimento para concorrer no Programa KC-Y, que visa encontrar uma aeronave tampão para operar a partir do final da entrega dos 179 Boeing KC-46 Pegasus, em 2029, e em diante com o início do Projeto KC-Z, que verá o desenvolvimento de um avião-tanque totalmente novo. As especificações do KC-Z ainda não foram concluídas.  

“A Lockheed Martin tem um longo e bem-sucedido histórico de produção de aeronaves para a Força Aérea dos Estados Unidos e entendemos o papel crítico que os reabastecedores desempenham para garantir o sucesso total da missão da América”, disse Greg Ulmer , vice-presidente executivo da Lockheed Martin Aeronautics. “O LMXT combina desempenho comprovado e capacidades específicas do operador para atender aos requisitos de reabastecimento da Força Aérea em apoio à Estratégia de Defesa Nacional da América.”

Sem especificar onde, a Lockheed destaca que a nova aeronave seria produzida nos Estados Unidos. O portal Flightglobal especula que isso poderia ocorrer nas instalações da Airbus em Mobile, no estado americano do Alabama, onde é realizada a montagem final do A319, 20 e 21. 

O LMXT também conta com uma lança (boom) e REVO totalmente automatizada, que a Airbus desenvolveu com ajuda da Força Aérea de Singapura e que agiliza e torna mais segura as operações de transferência de combustível. O sistema é chamado de A3R.

Outro aspecto importante é o sistema de avançado de câmeras do MRTT. No KC-46, esse é um dos sistemas que mais apresenta problemas no novo avião-tanque baseado no 767-2C. A Boeing trabalha para resolver, mas uma solução, na forma de um sistema novo, só deverá ser incorporada em 2023. 

O MRTT padrão já pode transportar mais combustível que o KC-46. O LMXT terá uma capacidade total de 135 toneladas de combustível, aumentando ainda mais a diferença entre os dois aviões. No entanto, ao contrário da aeronave da Boeing, ele não possui um deque de carga próprio, nem uma porta de carga lateral. Além das missões de REVO, o KC-46, assim como o KC-135 Stratotanker e KC-10 Extender mais antigos, também é empregado em operações de transporte logístico, evacuação aeromédica e outras. 

No passado, a Airbus uniu forças com a Northrop-Grumman para oferecer o A330 MRTT à USAF e inicialmente venceu a licitação. Todavia, a Boeing entrou com ações na justiça e acabou revertendo ao seu favor. 

Estação dos operadores da lança de REVO do KC-46. Foto: USAF.

Hoje, o KC-46 foi adquirido pelos EUA e pela Força Aérea de Autodefesa do Japão, mas segue operando de forma limitada por conta da série de problemas que vem apresentando. Os empecilhos trouxeram prejuízos bilionários à Boeing. Já o A330 está em serviço na França, Emirados Árabes, Singapura, Reino Unido, Coréia do Sul, Austrália e pela Frota Multinacional de Reabastecedores da OTAN, iniciativa com participação da Alemanha, Béligica, Noruega e Holanda. O MRTT também é certificado para reabastecer as aeronaves B-1B, C-17, E-3, E-7, F-15, P-8A, A-10, F-35A, e F-22.

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