O último ano foi realmente difícil para a aviação comercial e militar, após uma série de acidentes que causaram a morte de mais de 500 pessoas, superando a média dos últimos 5 anos (que contabiliza dados até 2017).

A média anual contabilizando estatísticas de 2012 a 2017, era de 14 acidentes fatais por ano, com uma média de 480 mortes anuais na aviação comercial.

No total foram 15 acidentes fatais de aeronaves de passageiros e cargas em 2018, que resultaram em 556 mortes. Esse foi um índice muito ruim, quando consideramos que as 44 fatalidades em todo o ano de 2017 era a melhor estatística da aviação comercial desde 1946.

Todo o estudo foi conduzido pela ASN, uma Rede de Segurança da Aviação com sede na Holanda. O instituto não contabilizou o acidente com um IL-76 logo após a decolagem do Aeroporto de Boufarik, Argélia, em abril de 2018 e que matou todas as 257 pessoas no total.

Mais da metade das fatalidades da aviação comercial do ano passado resultaram do acidente ocorrido em 29 de outubro, com um Boeing 737 MAX 8 da Lion Air no Mar de Java, que matou 189 pessoas, e no acidente de 18 de maio da Global Air 737-201 em Cuba, que causou 112 mortes.

Vale ressaltar que companhias três acidentes foram causados por companhias que estavam na lista de proibidas de operar na União Europeia, por baixa avaliação de segurança, e uma (a Lion Air) já teve restrição de segurança ao longo do seu tempo de vida.

Nenhum acidente com fatalidade foi registrado em território europeu, quando consideramos os voos regulares, pois um voo turístico com o clássico Junkers Ju-52 de 1939 resultou em um acidente com 20 mortes.