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Novos Sukhoi Su-35 do Irã voarão ao lado dos clássicos F-14 Tomcat

Decolagem de um Sukhoi Su-35 Flanker-E da Rússia. Modelo logo estará na frota da Força Aérea do Irã (IRIAF). Foto: Dmitry Terekhov.

A Força Aérea da República Islâmica do Irã (IRIAF) deve começar a receber em março os 24 caças Sukhoi Su-35 Flanker-E. Parte dos aviões fabricados na Rússia vai operar da mesma base aérea que é sede para os clássicos F-14 Tomcat.

Falando ao portal local Tasnim, Shahriar Heidari, membro da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento iraniano, disse que os aviões chegam no início do do Ano Novo Persa de 1402, que começa daqui dois meses.

O parlamentar destaca que o Irã adquiriu uma série de outros equipamentos militares russos, incluindo sistemas de defesa antiaérea e helicópteros, a maioria dos quais também serão entregues em breve.

Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky ao lado de um drone iraniano Shahed 136 abatido. Foto: Escritório da Presidência Ucraniana.

Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky ao lado de um drone iraniano Shahed 136 abatido. Foto: Escritório da Presidência Ucraniana.

A compra desses equipamentos acontece em meio a um estreitamento das relações entre Moscou e Teerã, depois que a Rússia adquiriu drones e mísseis iranianos para emprego contra a Ucrânia. 

Ainda de acordo com o portal, alguns dos Su-35 estarão sediados na 8ª Base Aérea Tática em Isfahan, no centro do país, distante cerca de 340 km da capital Teerã. A base, adjacente a um aeroporto internacional, também é uma das sedes para os lendários Grumman F-14 Tomcat. 

O Irã se tornou, em 1976, o primeiro e único cliente de exportação deste que é um dos mais famosos caças norte-americanos, imortalizado pelos filmes Nimitz: De Volta ao Inferno (1980), Top Gun: Ases Indomáveis (1986) e Top Gun: Maverick (2022).

Saiba mais: 14 curiosidades sobre o F-14 Tomcat

Os iranianos adquiriram 80 F-14A, mas a última aeronave foi retida nos EUA por conta da Revolução Islâmica de 1979. Foi nas mãos da IRIAF que o Tomcat teve seu batismo de fogo, sendo responsável pelo abate de aproximadamente 130 aeronaves iraquianas. Apesar da frota de F-14 do Irã ter sofrido bastante com o embargo dos Estados Unidos, o país conseguiu se virar e hoje mantém cerca de 40 desses aviões em operação, alguns supostamente modernizados localmente.

F-14 Tomcat Irã

Caças F-14A Tomcat da IRIAF.

A última vez que o Irã comprou aviões de caça foi logo após o final da Guerra Irã-Iraque. Na ocasião a IRIAF recebeu um punhado de caças MiG-29 Fulcrum e jatos de ataque Su-24 Fencer. Anos depois a IRIAF absorveu uma série de aviões de combate que fugiram do Iraque com a invasão dos Estados Unidos, incluindo aviões de ataque Su-20/22 Fitter, Su-25 Frogfoot, caças MiG-23 Flogger, Mirage F1 e mais MiG-29. 

A chegada do Su-35 será um verdadeiro salto tecnológico no Irã, cujos caças mais novos são justamente os MiG-29. O Su-35S Flanker-E é a variante mais nova da chamada “Família Flanker”, que teve início com o Sukhoi Su-27 ainda na década de 1970. É um caça de 4.5 (ou 4++) Geração, equipado com um par de motores turbofan Lyulka Saturn AL-41F1S com bocais móveis (empuxo vetorado), tornando-o super manobrável.

Su-35 Rússia Sukhoi Ucrânia

Caças Su-35S Flanker-E da Força Aérea Russa. Foto: Rosoboronexport.

O jato possui 12 pontos duros para carregar diversos armamentos como mísseis ar-ar, ar-solo, antirradar e antinavio, bombas guiadas, foguetes e outros, além de portar um canhão GSh-30-1 de 30mm, com 150 munições. Seus dois principais sensores são o radar de varredura eletrônica passiva (PESA) IRBIS-E e o IRST (Infrared Search and Track) OLS-35.

Oferecido para uma série de países (incluindo o Brasil), o Su-35 é operado apenas por Rússia e China: 110 aeronaves para Moscou e 24 para Pequim. O modelo também está sendo amplamente usado na Guerra da Ucrânia, onde pelo menos um desses aviões foi derrubado em abril.

 

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Estudante de Jornalismo na UFRGS, spotter e entusiasta de aviação militar.