Foto - Boeing

A paralisação nas operações do Boeing 737 MAX, que deverá voltar a voar apenas em 2020, tem um impacto não só na fabricante Boeing, mas também no cenário mundial da aviação comercial.

Desde que foi ordenado que todos os MAX ficassem no solo já são mais de 41 milhões de assentos perdidos, em oferta. Esse foi o levantamento da consultoria da OAG, que fez uma análise desde aparada total da frota mundial no mês de março.

Dentre as empresas que estavam operando como o Boeing 737 MAX, houve diferentes níveis de prejuízo e a empresa que está liderado essa situação nada agradável é a China Southern que até o real momento perdeu 3,6 milhões de assentos. Em segundo posto a  Air Canada que teve um prejuízo um pouco menor que a chinesa mas ainda sim grande.

“Os ajustes de programação de última hora são, sabemos, desafiadores para qualquer operadora, mas a escala do aterramento B737 Max tem sido muito prejudicial para muitos”, diz Jonh Grant, analise sênior da OAG.

O cenário de prejuízo do MAX também acontece no Brasil, com a Gol Linhas Aéreas que ao todo tem sete aeronaves deste modelo. Após a paralisação da frota global a companhia brasileira perdeu mais de 420.000 assentos em oferta.

“Juntamente com o custo, haverá também uma perda de receita para muitas companhias aéreas, algumas das quais podem ter vendido capacidade de compra mais barata com base na capacidade B737 Max e depois se viram incapazes de ‘gerenciar receita’ de seus vôos como pretendido originalmente”, completa, Grant.