F-16 C 35th FW Misawa USAF Japão
F-16C da 35ª Ala de Caça da Base Aérea de Misawa, no Japão. Foto: Staff Sgt. Nathan Lipscomb/USAF.

Na terça-feira (30), durante uma emergência em voo, o piloto de um F-16 da USAF teve que ejetar seus dois tanques externos. Contudo, pelo menos um dos tanques acabou caindo em uma área residencial. Ninguém se feriu. 

Antes de realizar um pouso de emergência no Aeroporto de Aomori, noroeste do país, o piloto do F-16CJ dos EUA teve que alijar seus dois tanques de combustível externos. A aeronave pousou por volta das 18h10 (horário local), causando o fechamento do pequeno aeroporto. O avião pertence ao 13º Esquadrão de Caça da 35ª Ala de Caça. 

F-16 aomori emergência
O F-16 após o pouso de emergência em Aomori. Foto: Kyodo News.

Em seguida, a Ala, com sede na Base Aérea de Misawa (distante cerca de 100 milhas de Aomori) informou através de nota que os tanques foram alijados sobre uma área despovoada ao redor do Monte Iwaki, na Prefeitura de Aomori.

Contudo, um dos tanques acabou caindo em uma área residencial da cidade Fukaura. A polícia foi chamada e avistou partes do artefato junto de um líquido que aparentava ser combustível. A área foi isolada rapidamente, disse a polícia local e o Departamento de Defesa de Tohoku. Também foi relatado que havia forte cheiro de combustível na área.

F-16 tanque externo pedaços
Pedaços do tanque externo do F-16. Foto: Kyodo News.

Depois disso, a 35ª Ala emitiu outra nota, dizendo que “Um dos tanques de combustível parece ter pousado em uma área pública aberta na cidade de Fukaura, província de Aomori.”

“Nosso piloto agiu rapidamente e de acordo com os procedimentos padrões para minimizar o risco de ferimentos e danos potenciais”, disse o Vice-comandante da 35ª Ala, Coronel Timothy B. Murphy.

“À medida que conduzimos uma investigação completa para determinar a causa raiz deste incidente, somos gratos aos nossos parceiros japoneses e líderes comunitários locais por sua compreensão neste assunto.”

Nota da USAF publicada após o incidente.

Ministério da Defesa pediu aterramento dos F-16

Segundo o portal japonês Kyodo News, citando as autoridades locais, a causa do pouso de emergência permanece desconhecida. Também não está claro quando o aeroporto será capaz de abrir sua pista, já que o F-16 “é incapaz de partir.” Um funcionário do governo da província criticou o incidente como algo “que não deveria acontecer”.

Após o incidente, o Ministério da Defesa do Japão também deve pedir que os EUA aterrem seus F-16 implantados no país, como medida de segurança. Em comunicado publicado no site da pasta, o Ministro Nobuo Kishi disse que vai solicitar à USAF que mantenha os caças em solo até que se confirme que os jatos são seguros para voar, observa o Stars and Stripes.

F-16 tanque externo 370 gal
Tanque de 370 galões do F-16. Foto: USAF.

Nesta quarta-feira (01), o Sargento Matthew Kakaris, porta-voz da 35ª Ala, disse ao Stars and Stripes que não teve resposta à declaração do Ministério para compartilhar. 

Ainda na noite do ocorrido, o Departamento de Defesa de Tohoku protestou contra o incidente a, chamando-o de “extremamente lamentável” e preocupante para as autoridades e residentes locais.

O Departamento também solicitou à USAF que identificasse a causa do incidente o mais rápido possível e tomasse medidas preventivas, acrescentou uma porta-voz. 

Especializada em destruir radares

A 35ª Ala de Caça foi criada originalmente em 1948, mas foi ativada e reativada diversas vezes ao longo dos anos.

Sua primeira sede foi a Base Aérea de Iruma, no Japão, mas desde 1994 a unidade é baseada em Misawa. O local também abriga aviões de patrulha da US Navy e aeronaves de caça, treinamento, alerta antecipado e asas rotativas da Força Aérea de Autodefesa do Japão. 

F-16 AGM-88
F-16C da 35ª Ala com mísseis antirradar AGM-88 HARM e mísseis ar-ar AIM-120 AMRAAM. Foto: USAF.

Sob o comando da 35ª Ala estão o 13º e 14º Esquadrões de Caças, ambos equipados com caças F-16CJ/DJ Fighting Falcon. Esta variante é dedicada às missões Wild Weasel, cujo principal objetivo é a Supressão de Defesas Aéreas Inimigas (SEAD). Em poucas palavras, a unidade é especializada em achar e destruir antenas de radar do inimigo. 

DEIXE UMA RESPOSTA