Foto - Qatar Airways/Divulgação

A Qatar Airways anunciou um prejuízo de US$ 632 milhões, no ano fiscal encerrado em 31 de março, com margem de -4,8%. Esse é o segundo ano consecutivo de prejuízo, que já soma um valor dez vezes maior, em comparação com 2017.

A companhia aérea basicamente encontrou dificuldades em seu desempenho financeiro enquanto o país recebeu bloqueios no espaço aéreo da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Egito.

Isso eliminou voos para 20 destinos na região, e forçou a companhia aérea a tomar rotas de voo com vários desvios – aumentando os custos com combustível e os tempos de voo (e tornando os horários da companhia aérea menos desejáveis para os clientes).

Alguns críticos aproveitaram os prejuízos para criticar o modelo de subsídio, citando como um modelo de negócios insustentável (embora os subsídios não sejam proibidos pelo tratado EUA – céu aberto do Catar). No entanto, vale lembrar que diversas companhias aéreas perderam dinheiro em 2018.

A economia da Qatar Airways é complicada por sua participação na LATAM, IAG (parente da British Airways, Iberia, Aer Lingus e da Vueling), Cathay Pacific e China Southern, bem como os vários negócios não aéreos nos quais a empresa está envolvida.