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Senta a Púa! Esquadrão de caça mais antigo da FAB completa 80 anos

Caças P-47D Thunderbolt da Esquadrilha Azul do 1º Grupo de Aviação de Caça da FAB na Segunda Guerra Mundial. Unidade é conhecida pela atuação no conflito.
Caças P-47D Thunderbolt da Esquadrilha Azul do 1º Grupo de Aviação de Caça da FAB na Segunda Guerra Mundial. Unidade é conhecida pela atuação no conflito.

A unidade aérea mais conhecida na Força Aérea Brasileira (FAB) está completando 80 anos nesta segunda-feira (18). Trata-se do 1º Grupo de Aviação de Caça, o Esquadrão Jambock, mais conhecido por seu grito de guerra: Senta a Púa! O 1º GAvCa, que tem como sede a Base Aérea de Santa Cruz (RJ), é famoso por ter lutado na Itália durante a Segunda Guerra Mundial, entre 1944 até o final do conflito na Europa em maio de 1945. 

A história do Jambock se confunde com a da própria FAB, fundada dois anos antes em meio ao calor do conflito. Criado em dezembro de 1943, o esquadrão passou por um período de treinamento no Panamá com os caças Curtiss P-40 antes de seguir para a Itália. Foi na viagem para o Velho Continente que o Grupo de Caça adotou o grito de guerra e criou a “bolacha” que é marca da unidade e da força aérea até hoje. 

Aviação de Caça Segunda Guerra

Pilotos do 1º Grupo de Aviação de Caça. o Esquadrão Jambock, retornando da Itália após o final da Segunda Guerra Mundial. Foto: Força Aérea Brasileira.

Embora relativamente breve, a participação do Senta a Púa no combate não foi pouca. Conforme o site Jambock.com.br, o esquadrão voou 445 missões de guerra, perdeu dezesseis de seus caças P-47 e nove pilotos faleceram, cinco em combate e quatro em acidentes. Dos 11 pilotos abatidos que sobreviveram, cinco foram capturados e feitos prisioneiros, três saltaram em zona amiga e outros três se esconderam dos alemães e italianos até o fim do conflito. 

Saiba mais: Por que a FAB comemora o Dia da Aviação de Caça em 22 de abril?

Subordinados a um grupo de caça da Força Aérea do Exército dos Estados Unidos (USAAF), os brasileiros se destacavam pela bravura e astúcia no combate, responsáveis pela destruição e interdição de diversos alvos terrestres no Teatro de Operações do Mediterrâneo.

As ações do 1º GAvCa foram reconhecidas pelos norte-americanos, que lhes recomendaram para a Presidential Unit Citation, sendo uma das poucas unidades estrangeiras a receber a condecoração. A marca é ostentada com orgulho pelo esquadrão, seja no macacão dos pilotos ou, ainda mais visível, no topo da cauda dos caças F-5 Tiger II. 

Caças F-5 do 1º GAvCa carregam a característica faixa azul e amarela na cauda.

Caças F-5 do 1º GAvCa carregam a característica faixa azul e amarela na cauda. Foto: Gabriel Centeno/Aeroflap

Após a guerra, os veteranos e experientes aviadores do Grupo foram responsáveis pelo desenvolvimento e implantação da aviação de caça no país. Em 1953, tornou-se o primeiro esquadrão do país a receber aviões a jato, na forma dos Gloster Meteor, operando o modelo até sua aposentadoria prematura e substituição pelo TF-33 em 1968.

Entre 1972 e 1975 o Jambock voou o AT-26 Xavante, até a incorporação do supersônico F-5, operado até hoje em sua versão modernizada. Hoje, os militares do 1º Grupo de Aviação de Caça seguem cumprindo sua missão, mantendo viva a história daqueles que os precederam e aguardando a chegada do mais novo caça da FAB, o Saab F-39 Gripen. 

 

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Estudante de Jornalismo na UFRGS, spotter e entusiasta de aviação militar.